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01/12/2008 - Jornale Curitiba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Curitiba registra maior número de casos de estelionato no Brasil

Por: Edson Fonseca

Curitiba registra 391,45 casos por 100 mil habitantes, contra 218,57 no Rio de Janeiro.

Malandragem, dá um tempo. Mané é quem continua a apregoar que o carioca é o mestre da malandragem. Como ficou comprovado na comparação dos números de casos de estelionato registrados em 16 capitais do Brasil, o curitibano é o verdadeiro rei do 171 - número do artigo do Código Penal que enquadra aquele que tenta "obter, para si ou para outrem, vantagem patrimonial ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo em erro alguém mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento". Curitiba registrou taxa de 391,45 casos por 100 mil habitantes no ano passado, à frente de Goiânia (376,49) e Florianópolis (261,13).

Longe de fazer jus à fama de "espertos", o Rio ficou em quarto lugar, com 218,57 casos para cada 100 mil habitantes. Para a doutora em Antropologia Social Lívia Barbosa, autora de livros como O jeitinho brasileiro e a Arte de ser mais legal que os outros, de 1992, a malandragem faz parte do imaginário das pessoas. "Se estamos no Brasil, a malandragem é atribuída ao carioca; se estamos fora, ao brasileiro", compara. "É curioso saber que há mais casos de estelionato em cidades como Curitiba e Florianópolis, com maior influência européia."

Não é de hoje que o brasileiro tem fama de malandro. Até Walt Disney ajudou a divulgá-la, quando criou, no início da década de 40, o papagaio Zé Carioca (Joe Carioca). No contexto da política de boa vizinhança dos Estados Unidos - para reunir aliados durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) -, mal nasceu, o personagem já estrelou o filme Alô, amigos (Saludo, amigos), de 1942, além de bater ponto em quadrinhos por toda a América Latina.

Imagem não só do Rio, mas do Brasil, Zé Carioca apresentou o Pato Donald à cachaça e ao samba. Mas foi nas tirinhas brasileiras que sua personalidade foi sendo trabalhada, reunindo uma série de estereótipos: malandro (com alergia a trabalho), boa gente, caloteiro, criativo. Nas histórias, também ficam claros o amor do personagem por sua cidade (marcante no bairrismo carioca) e pela praia, além do futebol e do samba.

Dez estados e o Distrito Federal ficaram fora do levantamento. Em Alagoas e Mato Grosso do Sul, os dados de 2007 não estão disponíveis. No Acre, no Pará, na Paraíba e em São Paulo, assim como no Distrito Federal, as secretarias de segurança não tinham ou não poderiam divulgar os registros de estelionato. Já em Roraima, no Espírito Santo, no Rio Grande do Sul e no Ceará não há dados específicos sobre as capitais.

É preciso considerar que há muita subnotificação de casos de estelionato, até por vergonha das vítimas de admitir que foram feitas de bobas. Também não é possível saber onde nasceram os golpistas. Mas os números acabam revelando também que as cidades que têm maior número de malandros, por conseqüência, são endereço de quantidade ao menos igual de manés. Em geral, eles caem nos golpes por se acharem espertos. "O estelionato é um crime interessante: em geral, a vítima também está querendo se dar bem", observa o delegado Fernando Albuquerque, titular da Delegacia de Defraudações do Rio.

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