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01/12/2008 - 180 Graus Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Vestibular: Uespi contrata especialista para evitar fraude

Por: Sávia Barreto

A função dele é detectar fraudes em vestibular e usa controle das ondas magnéticas.

Alto e corpulento, o engenheiro florestal, doutor em Economia e Política Florestal Dartagnan (“o quarto mosqueteiro”, diz lembrando os personagens de Victor Hugo) Baggio, parece um caçador de fantasmas. Em sua pasta, daquelas que carregam laptops, o paranaense Baggio (mesmo sobrenome do governador do Mato Grosso, acusado de destruir florestas) começa a retirada das antenas, radares, bloqueadores de celulares, sniffers (equipamento que detecta celulares em operação) e muitos apetrechos.

A função de Dartagnan Baggio é detectar fraudes em vestibular, e para isso usa o controle das ondas magnéticas, por isso foi contratado pela Universidade Estadual do Piauí (Uespi) para fiscalizar e impedir o êxito das tentativas de fraude em seu vestibular, iniciado ontem e que será concluído hoje com a participação de 41.859 candidatos.

“Fazemos varredura de espectro (radiofreqüência) e bloqueamos o celular”, afirmou Dartagnan, que trabalha com uma equipe de seis pessoas, e por 15 anos foi coordenador do vestibular da Universidade Federal do Paraná e estava por trás da descoberta de celular em tênis na Faculdade Gama Filho, no Rio de Janeiro, e outros escândalos nacionais.

Ele falou que atuam hoje no Brasil três grandes máfias de fraudes em vestibulares e concursos públicos. Dois integrantes dessa máfia chegaram a ser presos no Piauí na tentativa de fraude no vestibular da Uespi em 2003. “Temos que inibir porque quando se prende, a Justiça solta porque não considera cola crime. No Paraná, nós temos um dos líderes desse grupo que não fica preso”, afirmou Baggio.

As fraudes ocorrem para beneficiar candidatos a vagas de cursos de grande demanda, como Medicina, Direito e Odontologia. “As fraudes mais comuns, são quando os candidatos passam os gabaritos paras os outros via mensagem de torpedo ou entram no banheiro para deixar “cola”, mas nosso trabalho não é de punir, mas sim inibir o uso de aparelhos eletrônicos”, disse Dartagnan Baggio.

A Uespi investiu R$ 50 mil para trazer a equipe de segurança da Universidade do Paraná, além de estar gastando com despesas de pessoal mais de R$ 1,5 milhão.

O vestibular da Uespi foi tranqüilo. Os vestibulandos disputam 4.370 vagas, distribuídas em 29 cursos de graduação. As provas estão sendo aplicadas em 18 municípios, incluindo Teresina, sendo utilizados 100 centros de aplicação, tendo 67 no interior e 33 na capital.

Dados do Nucepe (Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos) mostram que do total de inscritos, 2.867 vêm de outros Estados. Números do NUCEPE apontam que 29.065 candidatos inscritos são oriundos de escolas públicas e 12.775 são de escolas particulares.

Salas apropriadas para portadores de necessidades especiais

Os portadores de necessidades especiais que participam do vestibular 2009 da Uespi receberam tratamento diferenciado. A instituição está colocando um aluno por sala e dois fiscais. Caso o candidato necessitasse se ausentar da sala, ele poderia ser acompanhado e ajudado pelo fiscal.

No vestibular 2009, 235 portadores de necessidades concorrem a uma vaga na instituição. A estudante Jaqueline Carlos dos Santos, 33 anos, que tem hidrocefalia, candidata ao curso de Letras-Português, disse que estuda o curso de Secretariado em uma faculdade particular e já nasceu com deficiência física.

Ela afirmou que precisa da fiscal apenas para passar a limpo sua redação porque sua caligrafia não é boa e os examinadores podem não compreender o que escreveu. Santos está fazendo vestibular pela terceira vez.

Ariosvane Evangelista Silva, de 27 anos, fez vestibular por cinco vezes para o curso de Biologia, área que queria ser pesquisadora. Neste ano, ela está fazendo vestibular na Uespi para Letras - Português e Serviço Social da Universidade Federal do Piauí.

A grande maioria dos deficientes visuais está fazendo provas na Associação dos Cegos. Porém, para eles, o fiscal lê a prova, escuta a resposta do candidato que diz qual a resposta considerada correta e o fiscal faz a marcação na prova e no gabarito.

Prova de Redação usou fotografia do Greenpeace

A prova de Redação do vestibular da Uespi usou uma fotografia da entidade ambientalista internacional Greenpeace e a frase "Se o homem não respeita as leis da natureza, que perspectivas podemos ter?" como temas. Na fotografia de um solo rachado pela seca tem uma placa do Greenpeace com a frase "Bem-Vindo ao Futuro".

As provas de Redação, Português, Literatura, Língua Estrangeira (Espanhol ou Inglês) foram consideradas fáceis pelos vestibulandos. "A prova foi ótima. O tema da redação foi a natureza e as questões das provas eram antecedidas de muitos textos", falou Maria da Conceição, de 20 anos.

"A prova foi melhor e mais fácil do que a do ano passado", falou Larissa Torres, de 19 anos, que disputa vaga para o curso de Ciências Biológicas.

Surto de catapora força Uespi a aplicar provas em domicílio

Entre os que concorrem a uma das 4.370 vagas oferecidas pela instituição, estão 235 deficientes físicos, cinco pessoas com catapora - que respondem aos testes de casa - e dois detentos da Penitenciária Irmão Guido.

O presidente do Nucepe, Francisco Felipe Filho, disse que os pacientes com catapora fizeram as provas em casa, depois de uma avaliação, se o vestibulando teria privacidade no local e as condições de segurança.

Segundo ele, para cada candidato com catapora foram enviados dois fiscais especiais e um militar para fazer segurança. O Vestibular 2009 é o primeiro realizado pela Uespi com regime de cotas.

Do total de 4.370 vagas, 10% foram destinadas para alunos egressos da rede pública de ensino. Isso significa que no início do próximo período letivo, os primeiros 437 alunos cotistas freqüentarão as salas de aula de Uespi. Todos terão histórico escolar da rede pública de ensino e 218 serão declaradamente negros.

Francisco Felipe Filho disse que 5.390 pessoas solicitaram inscrição para o regime de cotas. Dessas, mais de 1.370 foram indeferidas por não atenderem aos critérios exigidos no edital. A meta, segundo ele, é que até 2013, 30% de todas as vagas da instituição sejam reservadas para as cotas sociais.

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