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01/12/2008 - Última Hora News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Nova associação de defesa da sociedade à caminho

Por: Paulo Magalhães


O comerciante Vaderley Scuira que vêm há mais de 11 anos denunciando conluio do DETRAN com a DEFURV para prejudicar proprietários de veículos no Estado de Mato Grosso do Sul está capitaneando a fundação de uma associação que vise defender os interesses daqueles que foram "assaltados" pelos funcionários dos dois órgãos.

Já tendo procurado todas as formas de auxílio, até junto ao Ministério Público e politicos influentes, sem qualquer resultado prático, Vaderley agora pretende arregimentar um exército de prejudicados (cerca de 5.000) pessoas que foram obrigadas a entregar os motores de seus veículos à DEFURV sob a alegação de que eram adulterados, mas na verdade tratavam-se de agregados originais de fábrica.

Praticamente todos os procedimentos denunciados por Scuira foram arquivados pelo Ministério Público. Os promotores que atuaram nos casos sempre alegavam que não "viam" crime. Porem as "deduções" eram baseadas nos relatórios de delegados de polícia "escolhidos à dedo" pela Diretoria Geral da Polícia Civil da época que se locupletava dos valores conseguidos pelos motores "tomados" dos legitimos proprietários. E o pior, os procedimentos que não puderam ser arquivados por estarem muito bem documentados estão praticamente parados nas estantes da Polícia Civil. Mesmo passados mais de uma década ninguem foi indiciado, processado ou preso.

O esquema, segundo Scuira, está alicerçado em um acordo entre os vistoriadores do DETRAN, policiais da DEFURV e Peritos do Instituto de Criminalística. Os primeiros identificam os motores que devem ser "condenados" e os encaminham à DEFURV. Na Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Véículos os carros encaminhados entram clandestinamente, não são registrados nos livros próprios (nem instaurado nenhum procedimento apuratório) e passam por exame no IC (Instituto de Criminalística). Os peritos, sem qualquer especialidade específica no assunto confeccionam laudos afirmando que o motor examinado foi lixado, abrasivado e remarcado. Devolvem o veículo para a DEFURV que fica responsável por assediar o proprietário e obrigá-lo a comprar outro motor, entregando o "adulterado" na delegacia. Posteriormente o motor entregue e apreendido pelo órgão "some" do pátio.

O esquema criminoso funciona há mais de 10 anos. Os envolvidos participam com a certeza de impunidade que nada será esclarecido pelas Corregedorias de Polícia e do DETRAN que tudo sabem, mas nada fazem para coibir os crimes. Outro fator de confiança dos cometedores de crime é a convicção de que os promotores de justiça também nada irão fazer.

Acredita-se que o motivo da inércia e consequente "auxílio" do Ministério Público e os constantes arquivamentos de inquéritos e investigações bem instruídas, mas sabotadas pelas corregedorias (da Polícia e do DETRAN) seja o fato de alguns promotores terem acreditados na estória de delegados envolvidos no esquema que os convenceram que a pessoa que denunciava (Vaderlei) era o bandido, e eles (delegados) os mocinhos. Inocentes, passaram a dar atenção as informações falsas dos delegados, desprezando as denuncias de provas consistentes de Vaderlei.

O promotor de justiça Luis Alberto Safraider chegou a denunciar Vaderlei Scuira por crime de receptação. Isso com base em provas "plantadas" na firma Mercadão dos Motores por Eliane (ex-funcionária do DETRAN) em acordo com o delegado Mendonça da DEFURV. Denunciado, Vaderlei provou inocencia e que o processo era uma "armação" para prejudicá-lo, sendo absolvido. Depois de transitado em julgado a sentença que o absolveu, Vaderlei denunciou a fraude na Corregedoria de Polícia, mas já existem boatos de que o inquérito que apura o crime praticado por Mendonça e Eliane será arquivado pois não existe interesse em aprofundar as investigações e acabar descobrindo o que está sepultado tanto tempo.

Inumeros outros casos, bem documentados, estão de posse de Vaderlei. A idéia é passar tudo para associação que se denominará ASSOCIAÇÃO DOS PREJUDICADOS PELO DETRAN E DEFURV e através da ONG serem implantadas as estratégias que possam vir a fiscalizar a apuração das investigações sem que haja manipulação das provas justamente pelas pessoas interessadas em não apurar nada. Também está nas pretensões dos futuros associados intentar ações de indenização contra o Estado de Mato Grosso do Sul à fim de ressarcir aos prejudicados os danos materiais e morais que tiveram ao serem forçados a fazer o que não queriam sob alegações falsas e criminosas.

Curiosamente, não se sabe ainda se por má-fé ou ignorância, muitas das investigações onde houve requerimento de arquivamento foram desenvolvidas por quem estava se locupletando com a situação, seja com dinheiro, seja com cargos importantes e que rendiam comissões (DAS etc.) e/ou poder. Não obstante estar óbvio o engendramento de provas e certidões forjadas usadas para sustentar o abortamento dos procedimentos, a "cegueira" daqueles que tinham a obrigação de fiscalizar é patente. A impressão é que os detetives não tinham "norte" e estavam medrados em ter que indiciar e denunciar praticamente toda a cúpula da Polícia Civil e do Departamento de Trânsito.

Agora, com a associação talvez fique mais facil o convencimento do Conselho Superior da Ministério Público de que se faz necessário a urgente intervenção federal no Estado de Mato Grosso do Sul para retornar a Justiça aos trilhos, principalmente no que diz respeito à Polícia Civil e ao "Parquet" estadual.

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