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30/11/2008 - Sol Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

GNR ensina idosos a evitar «conto do vigário» e «espantar» burlões dos montes


Sem desviar o olhar dos dois guardas, que ensinam a não cair no «conto do vigário», uma plateia de idosos aprende alguns truques para «espantar» os burlões e assaltantes em busca de montes isolados.

«Temos de nos precaver para não cair nessas ratoeiras», alerta o primeiro-sargento Valeriano, revelando algumas fórmulas usadas pelos «malfeitores» para enganar as suas vítimas.

«Alguém aqui joga no Totoloto?», logo indaga o sargento-chefe Lopes, procurando semelhanças entre as estórias descritas na apresentação projectada na parede e a vida real dos 25 idosos de Cercal do Alentejo (Santiago do Cacém).

Do fundo do refeitório da Casa do Povo da vila alentejana, uma senhora responde: «nós jogamos, até temos aqui uma sociedade!...». E a confirmação logo dá lugar à explicação dos militares, que levam mais longe a mensagem escrita no texto exibido, sem esquecer que a maioria dos assistentes nunca aprendeu a ler.

«Se lhe for comunicado que foi vencedor de um prémio, nunca forneça detalhes das suas contas bancárias», avisam.

«Boas portas e boas janelas», como também se recomenda, é coisa que já falta nas casas e montes centenários de muitos dos ouvintes que escutam atentamente os conselhos do Núcleo ‘Idosos em Segurança’ do Destacamento de Santiago do Cacém da GNR.

«A minha casa tem quase um cento de anos», admite Maria Emília Sobral, 86 anos, que não se deixa intimidar pelo silêncio dos demais assistentes.

Os homens, que frequentam em menor quantidade o Centro de Dia da instituição, ainda procuram esconder para si as opiniões ou segredos que apenas desvendam em «conversas particulares com os agentes», realça o comandante do Destacamento, tenente Ribeiro Nunes.

«As mulheres é que falam mais, os homens são envergonhados», reconhece Maria Emília, corroborada pela amiga Ada Carapinha, dois anos mais velha.

A esta nada escapou da conversa de quase duas horas, assegura. «Entendi tudo. Os meus filhos têm-me alertado para estas situações, mas continuo a achar que isto é muito útil para certas pessoas», defende.

Para Ada Carapinha, nem a utilização do cartão Multibanco como método alternativo de pagamento esconde já quaisquer mistérios.

«Ai eu, quando vou a algum sítio, pago sempre com o cartão, não gosto de andar com grandes somas de dinheiro. Até a água e a luz pago dessa forma», descreve.

A época que antecede o Natal é, de resto, muito apetecível para burlões e larápios, cientes de que os idosos têm em sua posse montantes mais avultados, em virtude das pensões do 13º mês, lembra o tenente Nunes.

«Não é por acaso que a Guarda costuma insistir mais nas acções de sensibilização sobre segurança nesta altura do ano. Os meses de Novembro e Dezembro são críticos para estas práticas», adianta.

A campanha que chega ao fim este domingo teve início a 13 de Outubro, percorrendo todo o país. Só no distrito de Setúbal, foram «varridos» 16 centros de dia, dois lares, cinco misericórdias, uma igreja e outros 14 estabelecimentos, entre cooperativas, associações e sociedades recreativas.

Segundo as contas do Grupo Territorial de Setúbal da GNR, assistiram às sessões cerca de 1.700 idosos, nos sete concelhos abrangidos: Sesimbra, Palmela, Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines.

«Isto para não falar das centenas de contactos feitos em residências e montes isolados, uns que vão sendo revalidados e outros que estabelecemos pela primeira vez, através das 15 equipas disponíveis para o efeito», vinca o major Tavares Belo.

De acordo com o responsável pelo Grupo Territorial, as acções são repetidas periodicamente, até porque «os burlões renovam os estratagemas e apresentam novos 'contos do vigário'».

«À medida que o tempo passa, vamos também abrangendo outras pessoas, que vão envelhecendo e tornando-se mais vulneráveis às investidas de falsos funcionários da EDP, por exemplo», refere.

A organização de tais iniciativas serve ainda para «aproximar» os idosos da GNR, que habitualmente designa os comandantes de posto para estas funções.

A estes cabe a missão de alertar os populares para o perigo da abordagem de «pessoas desconhecidas, normalmente muito bem vestidas, que aparecem com conversas 'ligeirinhas', fazendo de conta conhecer filhos e netos», advertem os agentes Lopes e Valeriano.
Avisados para estes riscos, os ouvintes seniores partem, «agradecendo sempre, cheios de simpatia», e deixando para trás os representantes da autoridade, «satisfeitos por tentar fazer com que fixem algumas ideias».

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