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05/10/2006 - pe360graus Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresária do setor de turismo é indiciada por estelionato

Por: Karla Almeida


A empresária Ana Lúcia da Costa, dona de uma operadora de turismo no Recife, foi presa em flagrante nesta quinta-feira (05), acusada de oferecer descontos fictícios em hotéis do Brasil e do exterior a consumidores que adquiriram títulos de sócio contribuinte da empresa. De acordo com as investigações, mais de duas mil pessoas podem ter caído no golpe.

No momento em que os policiais chegaram à sede da empresa Riomar Operadora de Turismo, no bairro da Ilha do Leite, quatro empregados e uma das sócias estavam no escritório. Os agentes apreenderam documentos, pastas e computadores. A sala foi fechada e o grupo levado à Delegacia do Consumidor.

De acordo com a polícia, a Riomar tinha mais de 2 mil clientes cadastrados e oferecia a eles descontos que variavam de 8% a 40% sobre o valor do salário mínimo nas diárias de hotéis no Brasil e no exterior. Algumas pessoas desconfiaram das vantagens e procuraram a polícia. A comerciante Suely Noronha pagou R$ 700,00 pelo título mas, quando precisou utilizar o serviço, descobriu que tinha sido enganada.

“Fui para Salvador, me hospedei num hotel até de renome e paguei cento e poucos reais pela diária, quando com eles, a Riomar, sairia por mais de duzendos. Tentei fazer a desistência, mas foi em vão”, conta Suely

A polícia descobriu que Ana Lúcia da Costa foi sócia de outra operadora de turismo, chamada Terras do Sol, também suspeita de aplicar o mesmo golpe em Pernambuco. Um rapaz, que não quis se identificar, pagou R$ 640,00 pelo título adquirido em 2004. Ele conta que chegou a utilizar o serviço algumas vezes mas, há pouco tempo, quando precisou viajar novamente e acionou a operadora, soube que a empresa tinha fechado.

O rapaz estranhou ainda mais quando recebeu, na semana passada, uma correspondência da Riomar oferecendo a ele vantagens semelhantes. Quando verificou pela internet o site da operadora, encontrou o nome da sócia - novamente Ana Lúcia da Costa.

Ana Lúcia negou o golpe e, segundo ela, a empresa era totalmente legalizada. “Tudo está no contrato dos sócios, inclusive o pagamento de uma taxa de utilização. Se o cliente comprova o pagamento a mais com voucher, a empresa pagaria a diferença. Agora se um cliente ou outro faz uma reclamação, isso tem que ser investigado”, defendeu-se.

A empresária foi indiciada por estelionato e crime contra as relações de consumo e encaminhada à Colônia Penal Feminina do Recife. Segundo a delegada Nely Queiroz, o consumidor deve ficar mais atento porque golpes como este são comuns no Estado. “A orientação é que o consumidor, quando receba folhetos ou convites desse tipo de oferta, procure os órgãos competentes para saber se já existe uma reclamação contra essa empresa, e que não assine nenhum contrato antes de obter essas informações”, diz a delegada.

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