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06/10/2006 - Jornal Veja Agora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia prende cinco acusados de fraude no DPVAT


Os comentários que tomavam conta dos quatro cantos da cidade, dando conta de uma fraude milionária na indenização paga para familiares de pessoas mortas através de acidente automobilístico ou mesmo a pessoas que sofreram qualquer tipo de lesão por veículo automotor, cuja indenização pode chegar a R$ 40 mil, foram materializados através da prisão de cinco pessoas, acusadas de integrar uma quadrilha especializada em fraudar o pagamento do seguro DPVAT (Danos Provocados por Veículo Automotor), com atuação em todo o País, incluindo o interior do Maranhão.

O caso chegou ao conhecimento das autoridades através da denúncia de seguradoras, dando conta que, aqui no Estado, o valor do seguro que estava sendo pago seria superior ao montante arrecadado. De posse dessa informação, a Secretaria de Segurança designou uma equipe formada por três delegados, sob o comando do delegado Ronilson Moura, para investigar a denúncia.

De imediato, alguns suspeitos passaram a ser investigados, e com poucos dias a polícia descobriu o modus operanti da quadrilha, o que resultou na prisão de Antônio Alberto de Melo Serra, funcionário do cartório da cidade de Monção, José Roberto Silva, o "Alberto", que seria o chefe da quadrilha, Hugo Jorge Anchieta Júnior e Judith Silva Caldas.

De acordo com informações do delegado, Antônio Alberto era a pessoa responsável em falsificar os documentos no cartório, enquanto Hugo tinha a tarefa de falsificar as carteiras que deveriam ser usadas por Judith, no momento em que ela fosse realizar o saque. Juntamente como "Alberto", ela foi presa em flagrante quando fazia um saque em uma agência do Banco do Brasil.

O GOLPE
Os acusados criavam um acidente fictício, com vítima inexistente, documentos falsificados e, assim, conseguiam dar origem a um processo que, administrativamente, era pago via seguradora.

No entanto, esses pagamentos começaram a ser detectados através de uma auditoria, o que passou a ser um problema para o bando. Para facilitar o trabalho, a polícia ainda não conseguiu descobrir como, mas os acusados conseguiram uma senha de acesso ao banco de dados das seguradoras. A partir de então, eles faziam um acompanhamento diário do processo, até o momento que o montante a ser pago era depositado no banco.

Ao invés de falsificar vários documentos, a quadrilha só fraudava a carteira de identidade, o que tornava o golpe menos oneroso. A polícia acredita que essas pessoas sejam apenas uma das dezenas de células que atuam nesse tipo de fraude. Além de advogados, funcionários de órgãos estaduais como IML, ICRIM e DETRAN poderiam ter envolvimento no esquema.

As investigações continuam e, segundo o delegado, novidades deverão surgir nos próximos dias. Outros acusados, com prisões já decretadas, entre eles, Antônio Magno Rodrigues, Antônio Carlos Araújo, e um terceiro identificado apenas como Raimundo Nonato, permanecem sendo procurados.

OUTRA PRISÃO
Por força de um mandado de prisão expedido pelo juiz Raimundo Barros, da Central de Inquérito, também foi preso acusado de aplicar golpe semelhante, Raimundo José de Melo Medeiros, ex-funcionário do 3º Juizado Cível das Relações de Consumo. Segundo o delegado, o marginal confessou em depoimento que, por inúmeras vezes, falsificou alvarás e repassou para "laranjas" efetuar os saques indevidamente.

Como o trâmite administrativo é bem mais vagaroso que a via judicial, muitas vítimas optavam por requerer o seguro através da Justiça e, aproveitando-se da função, Raimundo José dava sumiço em alguns desses processos, mas o número elevado chamou a atenção do juiz, que pediu apoio à Polícia Judiciária.

Cerca de seis "laranjas" usados por Raimundo José para efetuar os saques com os alvarás falsos já foram localizados pela polícia, que ainda não conseguiu precisar a quantidade de dinheiro desviada. Centenas de pessoas já teriam sido lesadas por essa quadrilha.

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