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25/08/2005 - Estado de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operação Pegasus prende mais de 100 pessoas em oito Estados

Por: Vannildo Mendes


Brasília - A Operação Pegasus, da Polícia Federal, prendeu nesta quinta-feira mais de cem pessoas, em oito Estados, acusadas de pertencer à maior quadrilha de hackers em atuação no País. Mais de 80 delas foram capturadas em Goiânia, sede operacional da quadrilha especializada em invadir contas bancárias, por meio da Internet, para desviar dinheiro de correntistas. O volume dos prejuízos ainda não foi calculado, mas pode passar de R$ 100 milhões, conforme estimativas da PF.

A operação foi desencadeada simultaneamente, desde as primeiras horas da manhã, nos Estados de Goiás, Pará, Tocantins, Maranhão, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, além do Distrito Federal. As fraudes, segundo informações da PF, atingiram correntistas de praticamente todas as grandes instituições bancárias, públicas e privadas do País. Alguns dos fraudadores já foram presos em operações anteriores e, soltos, voltaram a se agrupar na capital da goiana para formar uma organização criminosa ainda mais potente.

O problema, para a PF, é que o País ainda está engatinhando no combate a esse tipo de crime, e as penas são muito brandas. Em três operações realizadas desde 2001 - Cash Net, Cavalo de Tróia I e Cavalo de Tróia II - foram presos mais de 120 hackers. Desses, apenas 30 permanecem detidos. Vários dos libertados nas três operações estão entre os líderes da quadrilha, que passou a atuar em rede, com ramificações em praticamente todo o País, a partir da sua sede operacional em Goiânia.

O golpe - Hackers experimentados nos casos anteriores, segundo a PF, passaram a arregimentar outras pessoas com habilidade em informática e também a cooptar laranjas, que "alugavam" suas contas a preços que variam de R$ 100 a R$ 500. O golpe, segundo a PF, ocorre de três formas. A primeira consiste na transferência de valores para as contas dos laranjas. Outra forma é a compra de produtos e serviços pela Internet. A terceira é feita com o pagamento de boletos diversos (impostos, taxas, produtos ou serviços) com a senha roubada de correntistas desavisados.

Em todos os casos, os débitos acontecem sempre em contas das vítimas que tiveram suas senhas capturadas pela Internet, por meio do programa conhecido como ´cavalo de tróia´ ou ´trojan´. Com essas ferramentas eletrônicas, os estelionatários descobrem os dados bancários invadindo o computador da vítima geralmente via e-mail. O programa se encarrega de mandar as informações para um servidor, ou caixa de e-mail dos criminosos. Um dos golpes mais comuns é enviar uma mensagem alertando sobre possíveis invasões de contas, registro como inadimplentes na Serasa, ou irregularidades na Receita Federal.

Nessas mensagens, é pedido ao usuário que digite seus dados bancários, incluindo a senha. Outra forma comum de ação é a criação das chamadas páginas clone das instituições bancárias, para onde os usuários são direcionados quando tentam acessar a página do seu banco. Por se tratar de uma "pescaria" de senha, esses métodos são conhecidos na linguagem virtual como "pishing", expressão resultante das palavras password (senha) e fishing (pescar).

Essa é a primeira grande operação coordenada pela recém criada Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), da PF. Os acusados respondem pelos crimes de furto qualificado, formação de quadrilha e violação do sigilo bancário. As penas, quando somadas, podem chegar a 8 anos de prisão.

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