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26/11/2008 - O Tempo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presos por fraudar venda de medicamentos

Um médico e a gerente de uma farmácia são suspeitos de comercializar remédios ilegalmente.

Uma operação conjunta entre a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária e a Receita Estadual desarticulou uma quadrilha que vendia medicamentos controlados, os chamados "tarja preta", de forma ilícita em farmácias de Belo Horizonte. Duas drogarias (Telefarma, no Barreiro, e Belfarma, no bairro Ouro Preto, Pampulha) foram interditadas pela Vigilância Sanitária. Um escritório, que servia de fachada no Eldorado, em Contagem, também foi interditado. Mais de 1.000 caixas de medicamentos foram apreendidas. O médico psiquiatra Bruno Moura Ricardo e Valéria Rodrigues Gonçalves, gerente de uma das farmácias, foram presos.

O médico é apontado como líder do esquema de sonegação fiscal e tráfico de medicamentos psicotrópicos, considerados entorpecentes. A ação ocorreu na última quinta-feira e ontem a Polícia Civil apresentou o balanço da operação.

Conforme o titular da Delegacia de Fraudes, Osório Teitus, medicamentos de tarja preta eram negociados nas farmácias e, por meio de uma central de telemarketing, eram entregues nas casas de clientes e em outras farmácias da capital, sem a exigência do receituário específico para esse tipo de remédio ou com a falsificação de notas fiscais e das receitas.

Facilidade e preço bom

O aposentado José Maria dos Santos, de 66 anos, saiu ontem do bairro Nova Floresta e foi até o Barreiro comprar medicamentos na Telefarma, que foi interditada. “Sempre comprei por telefone, mas, como ninguém atendia, resolvi vir aqui para saber o que tinha acontecido. A viagem compensa pelo preço dos remédios”, afirmou. Conforme o aposentado, o medicamento Geriatron, que em outras farmácias custa cerca de R$ 42, na drogaria era vendido a R$ 28. “Estranhava o preço, mas não imaginava que eles teriam problemas com a polícia.”

A dona de casa Fátima da Rocha, de 37, comprava remédios para hipertensão e também ficou surpresa com a interdição do local. “Eles não eram exigentes com a receita e o remédio era pelo menos R$10 mais barato.”

O vendedor Reginaldo de Oliveira, de 30 anos, que trabalha em uma loja ao lado afirmou que o movimento era intenso na farmácia. “Tinham muitos funcionários de telemarketing e motoqueiros. Sempre achávamos que tinha algo errado”, afirmou.

Lucro ilegal

A Receita Estadual estima que, por mês, eram sonegados cerca de R$ 600 mil e que a quadrilha tenha lucrado, com cada estabelecimento, mais de R$ 5 milhões por ano. As farmácias eram montadas em nome de “laranjas”. Uma das empresas criada como distribuidora conseguiu autorização de confecção de 1.200 notas fiscais, que foram emitidas para mascarar mercadorias de procedência ilícita. Segundo Ricardo Alves de Souza, auditor da Receita Estadual, menos de 10% das notas foram emitidas. Outras farmácias que comprariam os medicamentos também serão investigadas.

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