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22/11/2008 - Extra Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Atividade chamada Roda da Fortuna se espalha na cidade com falsa promessa de ganhos fáceis

Por: Guto Seabra e Marco Antônio Martins


Há cerca de um mês, Jeferson Albuquerque da Silva, de 18 anos, saiu de casa no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, e nunca mais voltou. Para a família e para a polícia, seu paradeiro é desconhecido. Já para os amigos há uma certeza: nas mãos do jovem "quebrou a roda", jogo movimentado por dinheiro que virou febre no subúrbio e nas universidades de todo o Rio.

"Quebrar", neste caso, significa que Jeferson não pagou a sua parcela no jogo, semelhante à pirâmide, sucesso durante os anos 80. O rapaz pode ter pago com a vida. No Dendê, falam que ele foi esquartejado. O corpo não apareceu, mas a Polícia Civil está investigando o desaparecimento do rapaz.

Roda vira mania

- Precisamos ver se isso realmente aconteceu e se foi por causa deste jogo - afirma o delegado Jader Amaral, titular da 37ª DP (Ilha do Governador).

Em diferentes pontos do Rio, a Roda da Fortuna, como é chamada, virou mania e já lesou milhares de pessoas. São rodas de R$ 100, R$ 200, R$ 500 e até R$ 5 mil. Convidado a participar, a pessoa deve levar dois amigos. E esses dois, outros dois, cada. E assim, sucessivamente.

A Roda da Fortuna quebra quando alguém deixa de dar o dinheiro previsto. Até o desaparecimento de Jeferson não havia notícias de que qualquer caso de violência contra os jogadores. O problema maior era o prejuízo $bolso do apostador.

Roda trava

- Eu e minha mulher perdemos R$ 800 em uma semana. Antes havíamos recebido R$ 400 e, de repente, alguém deixou de pagar e "travou a roda" - conta Carlos (nome fictício).

Inicialmente, o jogo não é crime, mas pode se tornar uma contravenção - caso alguém explore e obtenha lucro; estelionato, se alguém prometer cobrir o outro e não fizer isto; ou até sonegação, se os ganhos forem altos e o jogador deixar de declarar a quantia ao fisco.

- Tem algo errado no dinheiro que vem fácil, sem trabalho - avalia o promotor Miguel Magno.

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