Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

20/11/2008 - Repórter Diário Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Banco Rural é apontado como 'peça-chave' no mensalão tucano


Apontado no inquérito da Polícia Federal como integrante do núcleo político da campanha à reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, o atual presidente do Banco Rural, João Heraldo Lima, integra o grupo de 24 dirigentes e ex-dirigentes da instituição financeira denunciados pela Procuradoria da República em Minas por crimes relacionados ao chamado mensalão tucano. Lima, ex-secretário da Fazenda de Azeredo, assumiu há cerca de dois meses a presidência executiva do Rural, em substituição a Kátia Rabello, também denunciada e que continua presidindo o conselho administrativo do banco.

O Rural foi classificado na denúncia do MPF em Belo Horizonte como "peça-chave no esquema de corrupção" durante a tentativa frustrada do atual senador para mais um mandato à frente do Palácio da Liberdade. A acusação formal apresentada em novembro do ano passado pelo procurador-geral da República, Antônio Fernandes de Souza, apontou desvio de pelo menos R$ 3,5 milhões dos cofres públicos do Estado para a campanha, por meio do suposto esquema que tinha como figura-chave o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza - e considerado o "embrião" do mensalão no primeiro mandato do governo Lula.

Documento que balizou a denúncia do procurador-geral - que ainda será julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) -, o inquérito assinado pelo delegado Luiz Flávio Zampronha indicou o Rural como uma das fontes de recursos para a campanha, classificando Lima como "um dos 'homens fortes' do governo de Eduardo Azeredo", que "passou a ocupar um elevado cargo nesta instituição financeira após as eleições de 1998".

Segundo o MPF, os dirigentes e ex-dirigentes do banco foram denunciados por crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e lavagem de dinheiro.

A sistemática descrita era a obtenção de empréstimos por meio das empresas de Valério para "investir na campanha eleitoral" de Azeredo ou remunerar os sócios das agências pelos "serviços criminosos prestados".

Conforme a denúncia assinada pelo procurador Patrick Salgado Martins, os empréstimos eram concedidos sem observância de quaisquer garantias previstas em lei. "No final, recursos deliberadamente não-identificados - ou, se identificados, provenientes de órgãos públicos ou de empresas privadas, inclusive do próprio Banco Rural - eram empregados para quitar os empréstimos, em complicadas manobras que, não raro, combinavam mecanismos fraudulentos".

Com base em perícias técnicas, o MPF afirma que os gestores do Rural, ao realizarem operações em que foram movimentados mais de R$ 20 milhões e "violaram as normas do Sistema Financeiro".

JUSTIÇA - A denúncia contra os dirigentes e ex-dirigentes do Rural e outras duas - nas quais Valério, o advogado Rogério Tolentino e Cristiano Paz são acusados - foram oferecidas à 4ª Vara da Justiça Federal na capital mineira. De acordo com a Justiça Federal, as acusações formais estão em fase de autuação e somente depois serão apreciadas pelo juiz Alexandre Buck.

A reportagem tentou contato nesta quinta-feira (20) com Lima, mas a assessoria do Rural informou que nenhum dirigente do banco irá se pronunciar antes da citação oficial. Os advogados dos outros acusados reiteraram que desconhecem o inteiro teor das denúncias e também não irão fazer comentários enquanto os clientes não forem oficialmente notificados das acusações.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 185 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal