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20/11/2008 - G1 / EFE Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Criador de empresa de "pirâmide" é detido no Panamá e deportado à Colômbia


Bogotá, 20 nov (EFE).- O colombiano David Múrcia Guzmán, criador da sociedade DMG, que sofreu intervenção devido à suspeita de captar quantias milionárias de forma ilícita através de "pirâmide", foi detido na quarta-feira à noite no Panamá e chegou hoje à Colômbia, informou o diretor da Polícia colombiana, general Oscar Naranjo.

O oficial chegou de madrugada com o deportado ao aeroporto da cidade de Cartagena (norte colombiano), e declarou que Múrcia Guzmán foi detido pelas autoridades do Panamá em uma estrada do norte panamenho, quando aparentemente tentava ir para a Costa Rica.

Múrcia Guzmán, ex-assistente de câmera de 30 anos, foi capturado depois que as autoridades da Colômbia ordenaram na quarta-feira sua detenção e a de mais seis pessoas acusadas de comum acordo para delinqüir e enriquecimento ilegal por meio da firma DMG, que tem as iniciais de seu fundador.

Naranjo viajou ontem à Cidade do Panamá de onde retornou com Múrcia Guzmán em um avião de seu departamento às 5h da Colômbia (10h de Brasília) ao aeroporto de Cartagena (900 quilômetros ao norte de Bogotá).

"Devo destacar o grande apoio do senhor presidente do Panamá, Martin Torrijos, e das outras autoridades panamenhas", disse o diretor da Polícia da Colômbia ao chegar.

O oficial colombiano disse que Múrcia Guzmán ficará sob fortes medidas de segurança em um lugar não revelado, porque "corre riscos" aos vários interesses econômicos envolvidos.

Acrescentou que o empresário será submetido aos trâmites para legalizar sua deportação, será entregue à Procuradoria e depois será levado a Bogotá.

De acordo com Naranjo, o empresário foi capturado aparentemente quando tentava chegar ao território da Costa Rica, que não tem acordos de extradição com a Colômbia, para evitar ser repatriado.

O general afirmou que a detenção foi conseguida apesar de o advogado do empresário, Abelardo de la Espriella, ter se comunicado ontem com ele por telefone para afirmar que seu cliente se entregaria se a segurança estivesse garantida.

A DMG fez uma imensa fortuna com o recebimento de dinheiro em troca de cartões pré-pagos para comprar produtos e serviços e do pagamento de altos juros.

No entanto, a Procuradoria da Colômbia acusou a empresa de crescer graças à lavagem de dinheiro.

As 60 sedes da empresa em 20 regiões colombianas foram ocupadas pelas autoridades, depois que o Executivo colombiano decretou na segunda-feira passada o estado de emergência social para enfrentar a quebra de várias "pirâmides" financeiras que ofereciam triplicar o dinheiro e roubaram milhares de colombianos.

Com os decretos de emergência social, houve a ordem de devolução do dinheiro dos clientes e aumentaram as penas por captar dinheiro sem permissões legais.

No entanto os advogados e sócios da companhia, entre eles vários estrangeiros, disseram que não se tratava de uma "pirâmide" e que seu "bem-sucedido" modelo de negócios estava sendo vendido por meio de franquias a outras nações.

O empresário brasileiro Alexandre Ventura Nogueira disse na terça-feira, em Bogotá, que a franquia da DMG para o Panamá custou US$ 3 milhões.

O diretor da Polícia colombiana disse que, após ser entregue à Procuradoria, Múrcia Guzmán "deverá responder por uma atividade que era enganosa".

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