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19/11/2008 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Preso empresário apontado como chefe do esquema de fraude

Por: Fátima Guimarães

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu José Silveira Filho, proprietário de uma revenda de veículos, apontado como sendo um dos chefes do esquema de fraude do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE).

Ele comprava os veículos em situação irregular de vários estados do País e trazia para Fortaleza. Com ajuda de despachantes e de funcionários dos setores de registro e vistoria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE) conseguia regularizar a documentação e vendia os carros com valor de mercado. Para a Policia Rodoviária Federal (PRF), era assim que funcionava o esquema de fraude do qual o empresário José Silveira Filho, 51, é apontado como chefe. Ele foi preso, ontem, em sua residência, no bairro Messejana. Depois de comparecer à sede da PRF, ele foi encaminhado à Delegacia de Acidentes e Delitos de Trânsito, onde foi feito o flagrante por porte ilegal de arma.

Com a prisão do empresário, subiu para 25 o número de presos pela Operação Lótus, deflagrada no último dia 6, quando foram cumpridos, além dos 24 mandados de prisão temporária, 31 de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza, Tabuleiro do Norte e Guaiúba, em residências, estabelecimentos comerciais e na sede do Detran. Darlan Antares, chefe do Núcleo de Comunicação Social da PRF, diz que, de acordo com as investigações, o processo de corrupção começava com José Silveira. "Ele injetava dinheiro no esquema. Por meio do despachante, o funcionário do Detran era subornado para regularizar os documentos dos veículos e assim se formava a cadeia." Segundo a PRF, os despachantes e os funcionários envolvidos foram presos no início da operação, mas já foram liberados.

A equipe da PRF saiu por volta das 5 horas da manhã para cumprir um mandado de prisão e dois de busca e apreensão (na residência e na revenda de carros do empresário). O policial rodoviário federal Heliltom Cavalcante, que participou da operação de ontem, ressalta que José Silveira tentou fugir por uma saída que fica por trás da residência dele, mas no local havia uma viatura da PRF. Os policiais prenderam também Antônio Carlos da Silva Rocha, 30, que estaria trabalhando como vigia na casa do empresário e teria escondido as armas dentro de um dos veículos quando soube da chegada da polícia. Segundo Cavalcante, as imagens do circuito de tevê da casa do acusado mostraram a cena.

Apreensão

Na casa de José Silveira, foram apreendidos três revólveres calibre 38, agendas, aparelhos de telefone celular, um computador, 16 placas, além de lacres, selos e documentos de veículos. As placas, de cidades como Morada Nova, Limoeiro do Norte, Fortaleza, Catolé do Rocha (Paraíba), assim como os documentos, deverão ser periciadas. "Não se sabe se as placas foram de veículos roubados e se os documentos são os regularizados", ressalta Darlan.

Na revenda de veículos do empresário, localizada também em Messejana, foram apreendidos três veículos adulterados. O empresário não quis falar com a imprensa. Na Delegacia de Acidentes e Delitos de Trânsito, ele foi recebido pelo advogado Paulo de Tarso Moreira Filho. "Vou me inteirar sobre as acusações." José Silveira pode ser enquadrado nos crimes de adulteração de veículos, receptação, formação de quadrilha, porte ilegal de arma e corrupção ativa.

FIQUE POR DENTRO

> A PRF classificou a Operação Lótus como a segunda maior realizada pelo órgão contra fraudes em carteiras de habilitação em 2008. Em junho deste ano, houve a maior, em São Paulo.

> No dia 3 de junho, uma força-tarefa composta por 200 agentes da PRF e 20 promotores do Ministério Público, além de representantes da corregedoria da Polícia Civil paulista, cumpriram 21 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão na Região Metropolitana de São Paulo e região do Grande ABCD.

> Na ação, foi desarticulada uma quadrilha que fraudava o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

> As CNHs eram vendidas por valores que variavam de R$ 1.500 e R$ 2.200. O esquema envolvia auto-escolas, clínicas credenciadas e servidores públicos. Médicos, psicólogos e donos de auto-escolas foram presos.

> De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gecoc), do Ministério Público Estadual, a investigação foi iniciada quando chegaram à PRF denúncias de condutores de caminhões queixando-se de multas aplicadas em rodovias federais, sem que tivessem estado nesses locais. A PRF descobriu que, por meio de procurações falsas, membros da quadrilha se passavam por proprietários e requeriam ao Detran segundas vias de licenciamento - também falsas. Com esses documentos, ficavam livres para agir, clonando também as placas dos veículos.

> No último dia 6, a Operação Lótus, que conta com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gecoc), do Ministério Público Estadual, cumpriu 24 mandados de prisão e 31 de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza, Tabuleiro do Norte e Guaiúba, em residências, estabelecimentos comerciais e na sede do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE).

ENTENDA O ESQUEMA

> A PRF começou a desconfiar depois que o órgão registrou um aumento significativo de recursos de multas aplicadas nas rodovias federais (BRs) que cortam o Ceará.

> Os motoristas alegaram que não transitavam pelos locais identificados no momento dos flagrantes. A PRF iniciou as apurações e constatou a clonagem de veículos.

> Por meio de procurações falsas, integrantes do esquema criminoso se passavam pelos proprietários. Requeriam ao Detran segundas vias de licenciamento de veículos e de CNHs.

> Com os documentos legais, os estelionatários clonavam carros e caminhões e os revendiam com documentação fraudada. Os funcionários do Detran envolvidos facilitavam a vistoria dos veículos da quadrilha.

> Os acusados também clonavam carteiras de motorista, trocando a fotografia do documento, fazendo com que multas aplicadas fossem enviadas aos verdadeiros donos.

> Com o apoio de servidores do órgão, a quadrilha chegou a transferir pontos de motoristas infratores para prontuários de pessoas mortas e a expedir habilitações para analfabetos e portadores de deficiência visual ou motora sem o exame médico obrigatório.

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