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17/11/2008 - Última Hora News / ONG Brasil Verdade Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cuidado! Você pode estar sendo roubado pelo Detran


Se o Detran de seu Estado funciona igual ao Detran/MS; se o Chefe de Polícia é inerte e conivente como o sul-mato-grossense e se os promotores de justiça onde você mora não sabem o que fazer quando investigam possível crime de formação de quadrilha envolvendo policiais do alto escalão cuidado, você pode estar "jogado às traças" como a população de Mato Grosso do Sul.

Aqui, alguns crimes são praticados há mais de uma década. Todas as autoridades civis e militares conhecem o "modus operandi"; os autores estão praticamente identificados; mas, sabe-se lá porque, na maior “cara de pau” ninguém age. E o pior, ainda têm a ousadia de fazer discursos alegando energia, capacidade e firmeza nos atos e ações relativos à segurança pública.

Vejamos o caso dos veículos apreendidos pelo DETRAN/MS. A maioria que adentra aos pátios do órgão de transito o fazem em condições de trafego, funcionando, com todas as peças e equipamentos. São apreendidos em blitzens, através de mandados judiciais e outras formas típicas. Porem, após algum tempo à disposição dos servidores responsáveis pelos carros, caminhões e motocicletas apreendidas são encontrados sem motor, sem caixa de cambio, sem rodas, sem acessórios etc.

Até os mais alienados sabem que existe um comércio clandestino de peças usadas em todas as cidades do Estado e que esta atividade não é fiscalizada pela Receita Federal, Estadual ou Municipal, nem pela Polícia Civil ou por qualquer órgão que seja. Porque será?

O outro detalhe curioso é a condenação de motores originais de fábrica pelo órgão de transito e pela Polícia Civil através do Instituto de Criminalística.

Conheça o esquema

A “vítima” leva o veículo (usado) recém-comprado para ser vistoriado no Detran e o vistoriador “desconfia” do motor alegando que está com características de ter sido adulterado. O carro é apreendido e encaminhado para a Delegacia de Roubos e Furtos (DEFURV). Efetuada a perícia pelo IC (Instituto de Criminalística) os peritos atestam tratar-se de motor adulterado, abrasivado e remarcado – alegando que não conseguiram “revelar” os números anteriores que, segundo eles, teriam sido raspados. De posse do laudo os Delegados da DEFURV induzem (coagem) a “vítima” a trocar o motor por um outro adquirido em loja especializada. Sem alternativa a “vítima” compra outro motor e entrega o “adulterado” na Delegacia, fazendo nova vistoria no DETRAN e desta vez conseguindo regularizar o carro. O motor “adulterado”, deixado na Delegacia, posteriormente é vendido pelos próprios policiais para que seja repassado para outro infeliz que vier a ter o carro apreendido pelo DETRAN.

Até aí é possível entender porque, ladrão e vagabundo existe em qualquer lugar. Nada mais admissível do que aceitar alguma quantidade de corruptos tanto no Detran quanto na Polícia Civil.

O difícil de entender é como tantos bandidos conseguem agir juntos, em um mesmo Estado, ao mesmo tempo, sem que o Ministério Público se interesse em desmantelar a rede. O “parquet” sul-mato-grossense chegou a admitir oficialmente que os Delegados que investigavam o crime organizado na polícia “não tiveram norte” para esclarecer os fatos e que o próprio Ministério Público não sabia o que fazer, não sabia investigar, não sabia que diligências pedir.

É bem verdade que os delegados de polícia já estão acostumados a serem tratados como incapazes por membros do Ministério Público, o que denota a frase: "essa afirmativa não é feita em tom de crítica" quando os promotores do GAECO afirmam que os delegados não tiveram norte para diligenciar no inquérito que apurava formação de quadrilha dos diretores da PC:

“O que se pode perceber ao final do apuratório é que as autoridades policiais que o presidiram - e essa afirmação não é feita em tom de critica – não tiveram norte para investigar, ou seja, não souberam de onde partir e para onde ir na investigação, em especial porque as colocações feitas pelo Delegado de Polícia Aposentado PAULO MAGALHÃES DE ARAUJO (sic), embora possam ser verídicas, não contam com outro sustentáculo de prova ou com outra possibilidade de confirmação, afora as suas assertivas e as peças que manejou em Juízo".

Agora o que nunca havia sido visto anteriormente é o próprio Ministério Público alegar incompetência e incapacidade técnica para investigar:

"Nem o Ministério Público soube como auxiliar nos trabalhos investigatórios, quando ao Parquet incumbe requisitar diligências que entender cabíveis, na ocasião em que recebe os autos do IP para manifestar-se sobre pedido de dilação de prazo, e isso por que não vislumbrou diligências ou atividade investigativa que pudesse materializar a conduta imputada aos Delegados de Polícia mencionados na notitia criminis".

E sabem o que aconteceu?

Não! Vocês erraram! Os promotores não pediram reforços técnicos, não requereram peritos em investigações, não assumiram que desconheciam o que fazer. Simplesmente pediram o arquivamento do inquérito e certificaram para o todo e sempre que no Mato Grosso do Sul impera a impunidade decorrente da ignorancia.

Quer pior? A maioria daqueles motores que são condenados pelo Detran e constatado serem adulterados pelos peritos do IC na verdade são originais de fabrica, jamais foram remarcados anteriormente. Os laudos se sustentam em falsos ideológicos. E sabem por que isso acontece? Porque os peritos criminais que atestam se o motor é ou não original de fabrica NUNCA foram as fabricas de motores para ver e aprender como são marcados e remarcados. É tudo feito de qualquer forma, sem nenhum critério, só para que as “vítimas” troquem os motores e eles (os motores) possam ser vendidos posteriormente. Uma verdadeira “fabrica de dinheiro”.

Está preocupado? Acha que é assim que funciona na sua cidade? Então peça ao Prefeito para requerer ao DETRAN local (ou Ciretran) que informe quantos e quais foram os veículos apreendidos pelo órgão e encaminhados para a Delegacia através de ofício. Depois peça que a Delegacia informe que veículos cadastrou no livro de veículos apreendidos recebidos do DETRAN. Agora compare os veículos encaminhados pelo DETRAN e os veículos recebidos pela Delegacia. Você irá constatar que de cada 100 veículos oriundos do órgão de transito apenas 10 foram registrados pela Delegacia – o resto é negociado, liberado ao proprietário através de propina e outras hipóteses mais inusitadas ainda.

Não está satisfeito? Então compare os veículos apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal e encaminhados para a Delegacia de Polícia e confira se foram devidamente registradas as entradas. A resposta é não! Apenas 10% são registrados – o restante é negociado.

Faça a mesma coisa com a Polícia Militar. Confronte os veículos apreendidos pela PM com aqueles recebidos pela Delegacia. Resultado, não mais de 5% foram realmente apreendidos e confeccionados competente procedimento.

Mas saiba querido leitor, tudo isso é feito com o aval da Corregedoria de Polícia e da Corregedoria do Detran, tendo o Ministério Público conhecimento de “tim tim por tim”. As corregedorias intentam as correições, fiscalizam os livros, conferem os trambiques e acatam as falsas informações. O Ministério Público, informado dos fatos e das fraudes finge que não acredita, se omite e quando pode arquiva as investigações para evitar o que chamam de "divergências institucionais".

O Chefe de Polícia de Mato Grosso do Sul, nesta ultima semana, veio a público e admitiu a existência de um esquema criminoso entre a DEFURV e o DETRAN já existente há mais de 11 anos. Chegou até a dizer para a sociedade através dos jornalistas que o entrevistaram que já havia sido instaurado 100 inquéritos policiais para apurar o fato. A mais pura verdade, contrariando as outras vezes em que se manifestou.

Porem o Chefe de Polícia (Diretor Geral da Polícia Civil) omitiu que os tais 100 inquéritos policiais que diz ter instaurado somente foram iniciados porque nossa ONG, a Brasil Verdade, protocolou 100 noticias de crime no gabinete dele e depois, observando que ele nada fazia (por seis meses), começou a encaminhar cópias ao Procurador-Geral da Justiça. Sem condições de mandar “tocar fogo” nos documentos, Fernando de Paula Louzada foi obrigado a instaurar as investigações.

Mas o maior absurdo é que o Chefe de Polícia, por conta própria, “ex officio”, não deixou que fossem investigados nenhum caso de pratica criminosa por parte da quadrilha. Ainda existem mais de 1450 casos de pratica criminosa que Louzada não deixa vir à tona e não providencia o esclarecimento.

A situação é tão grave que antes de ser o Chefe dos Chefes, quando ainda era Diretor de Departamento, Fernando Louzada foi o responsável pelo abortamento de inúmeras investigações que levariam ao esclarecimento dos crimes praticados pela quadrilha Detran X Defurv. Sem qualquer escrúpulo Fernando Louzada induziu alguns promotores a erro e conseguiu que estes desistissem de continuar a investigar. Desta forma Louzada conseguiu que o crime organizado nestes órgãos continuasse a atuar por mais seis anos sendo imensurável os prejuízos causados aos cidadãos de Mato Grosso do Sul.

Agora, como Diretor Geral de Polícia, com a “faca e o queijo” na mão, afasta Delegados que não aceitam omitirem-se nas investigações, pratica crime de denunciação caluniosa contra aqueles que vão contra sua vontade omissa, “manda e desmanda” e tenta de todas as formas evitar que venha à tona todos os detalhes sórdidos desta teia criminosa.

Enquanto isso o Ministério Público, ao invés de mostrar-se firme e isento, defendendo os interesses da sociedade sul-mato-grossense, prefere acobertar as ações de Louzada e acaba auxiliando-o (mesmo que de forma inconsciente) no intento de fraudar toda e qualquer apuração que venha a desmontar as quadrilhas que hoje ainda estão mandando na Instituição.

E você leitor do Ceará, do Rio Grande do Sul, de outros Estados da Federação e até aqueles que se encontram no exterior e acessam a Brasil Verdade: se acham que estamos mentindo ou sonhando se perguntem: porque não somos processados ou até mesmo presos? Veja que fornecemos dados, nomes e detalhes - mas nada é feito pelos órgãos responsáveis.

E Vossas Excelências: Deputados Estaduais, Federais e Senadores que recebem diariamente nossos artigos, será que não ficam envergonhados em saber que tudo isso existe e não se faz nada?

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