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04/10/2006 - O Momento / Adjori Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Legitimamos a corrupção no país


Eleitores de todo o país legitimaram a corrupção no país. Nas eleições de 2002, o povo brasileiro votou em massa no Partido dos Trabalhadores por acreditar que a direita estava sucumbindo e que a esperança venceria o medo. A biografia de Luiz Inácio Lula da Silva estava no pico e o mundo todo ficou conhecendo a história de um ex-operário, que estudou pouco, mas que sempre lutou pelas causas operárias do país. Ele subiu ao poder e a história da esquerda no Brasil deveria mudar para sempre. Mudou sim, Homens e mulheres que a ideologia de esquerda não sucumbiram ao brilho do poder sofreram tentativas de se fazer calar e aqueles que dirigiam o partido dos Trabalhadores se venderam ao mensalão, dinheiro sujo de paraísos fiscais, e crimes contra a população e ao dinheiro público. Vieram então uma seqüência de escândalos. Mensalão, dinheiro na cueca, sanguessugas e na última semana das eleições o dossiê Serra, conde estavam envolvidos 1,7 milhões. A Polícia Federal até que tentou esconder a grana, mas as fotos apareceram nas vésperas da eleição. Nem isso sensibilizou o eleitor e Lula levou nas costas 15,7 milhões de votos, ou seja, 48,79%. Mas o podre não acaba por aí. Quatro de oito denunciados pelo procurador da Justiça como integrantes da quadrilha do mensalão foram eleitos. Entre eles o ex-presidente da câmara, João Paulo Cunha, que teve mais de 177 mil votos. Dos quatro deputados que renunciaram para evitar a possível cassação, três concorreram e dois foram reeleitos.

Acusado de envolvimento em dois escândalos - o do mensalão e o das sanguessugas, Pedro Henry foi reeleito deputado federal por Mato Grosso. Outro envolvido no escândalo do valerioduto, o ex-presidente do PT, José Genoíno, também voltou ao Congresso. E vai trabalhar ao lado do irmão, José Nobre Guimarães, também eleito deputado federal pelo PT. O assessor dele foi flagrado com dólares na cueca. Em todo o Brasil, 55 dos 64 parlamentares sob investigação não tiveram o mandato renovado. Entre os que ficaram de fora, o senador Ney Suassuna, que foi líder da bancada do PMDB. Do outro lado, alguns parlamentares que ficaram conhecidos por investigar escândalos não tiveram sucesso. O presidente da CPI das Sanguessugas, Antonio Carlos Biscaia, não se reelegeu pelo PT do Rio. Mas os cariocas consagraram o deputado Fernando Gabeira, um dos responsáveis pela renúncia de Severino Cavalcanti. Ele teve quase 300 mil votos. O ex-presidente da Câmara, que havia prometido voltar ao Congresso com uma grande votação, fracassou. O ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, afastado do governo depois da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa foi eleito deputado federal pelo PT de São Paulo. Portanto povo brasileiro, não adianta reclamar. A impunidade e o vício da corrupção estão legitimadas pelo voto democrático de cada um de nós. E como se não bastasse a impunidade, outra Lei que entra em vigor a partir destas eleições, é uma tentativa grosseira de impedir e emperrar a luta das classes trabalhadoras. A Cláusula de Barreira. Partidos como o PSOL, PPS, PV, PC do B, , PTB, PL, PSC, Prona e PTC não reuniram 5% dos votos nacionais e 2% dos votos em nove Estados nas eleições deste domingo e vão perder força e poder político no novo Congresso. A alternativa de muitos partidos é a fusão entre os nanicos. O PSOL promete travar uma guerra no Congresso para acabar com o mecanismo da cláusula de barreira. Trata-se legenda ideológica, está descartada a hipótese de o PSOL se fundir ou aceitar participar de uma federação. Para estes partidos, os deputados eleitos já ganharam até apelido. Deputados Zumbi.

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