Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

14/11/2008 - Portal Amazônia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fazenda de Dantas no Pará era usada para lavagem de dinheiro, diz PF


SÃO PAULO - O banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, usou fazenda e empresa agropecuária que possui no Pará para lavar dinheiro, de acordo com o novo relatório produzido pela Polícia Federal e pelo delegado Ricardo Saadi, entregue ao juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, na semana passada.

De acordo com o relatório, divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo, a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara era peça central nas atividades ilícitas de Dantas. A empresa se tornou proprietária, em menos de três anos, do maior rebanho do mundo, com estimativas de possuir cerca de 500 mil cabeças de gado, de acordo com Dantas, ou um milhão, segundo o mercado.

Segundo a PF, Dantas tinha cerca de US$ 800 milhões num fundo de investimentos nas Ilhas Cayman. Para aplicar esse dinheiro no Brasil, o banqueiro teria utilizado a criação de gado para lavar o dinheiro.

Especialistas da Polícia Federal dizem que a criação de gado é uma das melhores formas para se lavar dinheiro. O empresário inventa o nascimento de novilhos, o que é impossível de ser checado. Depois disso, simula a venda desse suposto gado novo, esquentando dinheiro sem origem, que teria vindo de um paraíso fiscal.

O relatório também apontou gestão fraudulenta do Banco Opportunity, devido a remessas ilegais para o Opportunity Fund, nas Ilhas Cayman, e aos empréstimos feitos pelo banco às empresas de Dantas.

A PF ainda não conseguiu abrir os discos rígidos apreendidos pela Operação Satiagraha em julho, e deve concluir o inquérito apenas no próximo ano.

Questionamento judicial

A Agropecuária Santa Bárbara Xinguara também é alvo de questionamento judicial sobre a legalidade de suas terras. A empresa possui mais de 500 mil hectares de terras, que equivalem a três vezes o tamanho da cidade de São Paulo, no estado do Pará.

O questionamento foi movido pelo governo paraense, que reivindica duas fazendas do grupo em Xinguara. De acordo com a ação movida pelo governo, essas terras eram públicas e deviam ser destinadas a colonização e produção extrativista.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 174 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal