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14/11/2008 - Diário de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraudes em larga escala desesperam colombianos

Por: Luís Naves


Colômbia. Houve tumultos em várias cidades do Noroeste do país, quando milhares de investidores em pirâmides financeiras perceberam que tinham perdido todas as suas poupanças. O prejuízo deve ser superior a 700 milhões de euros e o Governo não indemnizará nenhuma das 500 mil vítimas potenciais

Pirâmides financeiras em colapso

Milhares de pessoas manifestaram-se ontem em várias cidades colombianas, após terem sido vítimas de esquemas de pirâmides financeiras que entraram em colapso.

Houve protestos em pelo menos dez localidades e suspeita-se que possam estar em causa 700 milhões de euros e meio milhão de investidores enganados. Este colapso chega na pior altura, no meio de uma crise internacional.

Há notícias de incidentes em Popayan, onde a polícia interveio para dispersar os manifestantes, tendo sido decretado o recolher obrigatório. Mas foram afectados habitantes de outras cidades no nordeste, incluindo Armenia, Pereira, Tuluá e Santander de Quilichao. Pelo menos uma pessoa morreu, ao tentar mediar um dos conflitos.

As pirâmides financeiras são esquemas fraudulentos que dão aos investidores elevadas remunerações, até entrarem em colapso. No caso da Colômbia, eram pagas taxas de juro de 150%. No caso da maior destas operações, com o sugestivo nome de Dinero Rapido Facil y Efectivo (DRFE), a fraude terá atingido dimensão muito substancial, a rondar 130 milhões de euros. A Rádio Caracol dava conta de uma outra pirâmide, a DMG, cujos responsáveis já estão a ser procurados pela polícia. "Aqui não há nada ilícito. A DMG é uma captadora de dinheiro, não fez mal a ninguém e não tem nada a ver com o que está a suceder em outras partes do país", justificava-se um dos dirigentes da empresa, citado pela mesma rádio.

Na Colômbia, há suspeita de que as pirâmides financeiras estejam ligadas ao branqueamento de dinheiro da droga, mas este tipo de fenómeno é frequente em países pobres.

Na cidade de Pereira, a polícia deteve um grupo de indivíduos que tentavam fugir com malas repletas de dinheiro, incluindo uma responsável da DRFE. No desespero, os membros da pirâmide financeira tentaram, em vão, comprar os agentes da polícia.

Segundo a BBC, quando os investidores ocuparam os escritórios das sociedades fraudulentas, encontraram mensagens dos autores da pirâmide. Numa delas, segundo a televisão britânica, podia ler-se: "Agora, por seres tão estúpido e acreditares em algo imaginário, terás de trabalhar muito mais duro para recuperares o dinheiro que nos deste."

O Governo colombiano já anunciou que não indemnizará nenhuma das vítimas desta burla.

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