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12/11/2008 - Campo Grande News / Diário Corumbaense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Após fraude em Corumbá, novo inspetor fala sobre prisões

Por: Nelson Urt


Após a Operação Vulcano, a Receita Federal de Corumbá tem novo responsável. Renato Santos de Oliveira, 38 anos, vai assumir como inspetor da Receita na próxima segunda-feira, mas desde a semana passada íntegra a coordenação da equipe que trabalha na Operação Vulcano, que desmantelou um esquema fraudulento de importações e exportações de produtos têxteis e de cervejaria em Corumbá.

“A Receita Federal sempre foi um órgão muito bem visto pela sociedade, em termos de reconhecimento, agilidade, arrecadação. Esse tipo de parâmetro é que tem de retornar para a inspetoria de Corumbá. Essa visão de órgão respeitado, ágil, essa é a nova tônica da administração. É o que vamos mostrar para a sociedade de Corumbá”, afirmou o novo inspetor ao jornal Diário Corumbaense.
Renato Oliveira já havia participado da Operação Conexão, que apreendeu 400 toneladas de roupas em Corumbá. Ele substitui Fernando Nogueira da Costa, que foi exonerado do cargo sob suspeita de envolvimento no esquema da Operação Vulcano, deflagrada sexta-feira.

Dos 37 presos em Mato Grosso do Sul na Operação Vulcano, 32 são de Corumbá, 18 servidores da Receita.

Renato Santos de Oliveira, que pertence à Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho, conta com seis novos auditores e analistas para reforçar a equipe da Receita Federal de Corumbá, desfalcada após a prisão de 18 suspeitos da unidade. Todos foram liberados ontem, por decisão judicial, após fim do prazo de prisão temporária.

De acordo com o novo inspetor, a Operação Conexão já havia detectado esquema de exportação fraudulenta. Mercadorias estrangeiras, em sua maioria produtos têxteis, de origem chinesa ou coreanos, eram declarados como chilenos para obter benefícios fiscais consubstanciados para produtos do Mercosul, que prevê alíquota zero para imposto de importação e sobre produtos industrializados.

Entre os delitos cometidos estão crime contra a ordem tributária, facilitação de contrabando e descaminho, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, falsidade ideológica, formação de quadrilha, crime contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro.

Retomada - A Agesa (Agência de Alfandegados), que havia sido fechada durante a operação Vulcano, voltou a funcionar na segunda-feira à tarde, com entrada e saída de caminhões. Segundo Renato de Oliveira, como estava com poucos servidores, a Receita decidiu manter o serviço de despacho na própria sede, na rua Cuiabá, na manhã de segunda-feira, pois muita documentação ainda precisava ser verificada. À tarde, os servidores foram para a Agesa para realizar o desembaraço fiscal das mercadorias. “O serviço e o fluxo de caminhões voltaram à normalidade na Agesa”, informou o inspetor.

Em Corumbá, segundo Renato de Oliveira, a Receita Federal toma um novo rumo. “Os servidores que ficaram sabem da responsabilidade que temos de ser a autoridade fiscal”, destacou, revelando que reuniu todos na segunda-feira para reforçar esse conceito de “autoridade”.

“Todas as instituições, um dia, passaram por isso, é um processo normal. É chato, é ruim, mas existe um processo legal envolvido, todos os servidores afastados terão direito à defesa, é mais um procedimento judicial do que interno. No nosso caso, teremos a Corregedoria da Receita abrindo um processo de sindicância administrativa, que vai correr paralelamente ao processo judicial”, explicou. “Agora é hora de revigorar a instituição e mostrar que ela está forte, com nova visão e novos projetos. A Receita não pára”, concluiu.

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