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11/11/2008 - Último Segundo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia desmonta quadrilha que clonava cartões de banco


O uruguaio Hector Alejandro Ramos Ramirez, de 26 anos, preso na quinta-feira da semana passada, era o líder da maior quadrilha de clonadores de cartão de bancos da América Latina. Segundo o delegado-titular da Delegacia de Repressão a Roubo a Bancos de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, o grupo, que roubava senhas de correntistas e "limpava" as contas bancárias, é responsável por furtos que atingem cifras "milionárias".

"São os maiores clonadores de cartão da América Latina."

A polícia ainda não contabilizou os valores, mas já sabe de pelo menos cinco imóveis de alto padrão comprados pelo uruguaio. Ramirez também possuía um Audi TT 2008, avaliado em R$ 230 mil. "O que ele comprou equivale a uma fortuna", diz Fontes. Somente em um banco, a quadrilha teria feito pelo menos 50 saques.

Fontes disse que o bando agia de várias formas. Um grupo, formado por pelo menos dez pessoas, instalava equipamentos nos caixas eletrônicos para descobrir a senha dos cartões de débito. Eles utilizavam esquemas como o "chupa cabra" - aparelho instalado no local onde o cartão é inserido, que grava as informações contidas nele - ou colocavam câmeras para filmar o momento em que as senhas eram digitadas.

Com as informações, outro grupo confeccionava os cartões clonados. Cabia a Ramirez realizar o saque. Ele viajava para países da América Latina - como Argentina, Paraguai, Uruguai, Colômbia e Bolívia - e visitava as agências que mantinham convênio com bancos do correntista lesado. Driblava a segurança dos bancos, que só avisavam as agências no Brasil sobre os cartões clonados.

De acordo com o delegado, Ramirez trabalhou por três anos na área de segurança de uma empresa responsável pela instalação dos softwares de caixas. Por isso, agia em todos os bancos que utilizam essa empresa. "Ele sabia todo o esquema." Fontes não descarta a participação de funcionários dos bancos nem da empresa do software. "Eles tinham acesso às senhas de letras."

Ramirez foi preso em flagrante no flat onde vivia, no Itaim-Bibi, bairro de classe média alta da capital. De acordo com a polícia, o uruguaio pagava aluguel de R$ 4 mil por mês. "Ele não tem fonte de renda que justifique os bens que possui." No flat, foram encontrados quatro cartões clonados e um notebook, com informações sobre a quadrilha.

Ramirez, que se diz ex-jogador do Peñarol, do Uruguai, será indiciado por furto e formação de quadrilha e pode ainda responder por lavagem de dinheiro. Ele já foi preso em Santa Catarina e no Uruguai por clonagem de cartões.

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