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11/11/2008 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Guardas municipais de Araras são investigados por uso diploma falso


SÃO PAULO - A Polícia Civil investiga 21 guardas municipais de Araras, a 166 km de São Paulo, por uso de diploma falso. Eles teriam apresentado à Secretaria de Segurança do município históricos escolares frios para comprovar a conclusão do ensino médio e ganhar uma gratificação, paga durante cinco anos. A denúncia envolve até o comandante da corporação.

Nos 21 inquéritos instaurados pela polícia constam que os diplomas foram emitidos por oito escolas públicas, todas da capital paulista. As datas do documento são próximas e há diferenças nas assinaturas, mesmo se tratando das mesmas pessoas.

O secretário de Segurança de Araras, Ivan Roberto Mendes Costa, desconfiou da irregularidade ao atualizar os prontuários dos guardas.

- Percebemos algumas anormalidades quer não eram compatíveis com aquele tipo de histórico escolar - disse Costa.

A gratificação de 5% para os guardas com Ensino Médio foi paga de 1999 a 2004, quando a lei foi extinta.

Em quatro escolas procuradas pela reportagem da EPTV, a informação é de que os guardas não constam na lista de ex-alunos. Em uma delas, a atendente confirmou que os diplomas são falsos e que os diretores nunca trabalharam no estabelecimento: "Nunca existiram".

O caso de irregularidade envolvendo o comandante da guarda, Odécio Rubini, é um dos que já estão comprovados pela polícia. O diploma dele foi emitido pela escola Luiz Gonzaga Pinto e Silva, no Campo Limpo. Em ofício enviado à polícia, a atual diretora da instituição, Maria Beatriz Lana Castro, informa que o registro de matrícula de Rubini não existe e que a carga horária não confere com o padrão da Secretaria da Educação. As assinaturas da secretária e da ex-diretora também não conferem.

- Muitas coisas indicam que as respostas relativas a todos os casos são no sentido que existem falsificações grosseiras - diz o delegado Sydney Urbach.

Em nota, a Secretaria da Educação confirmou que nas outras quatro escolas que teriam expedido certificados, os guardas não constam como ex-alunos. Eles podem ser indiciados pelos crimes de uso de documento falso, estelionato e improbidade administrativa.

O comandante da guarda está afastado do cargo por motivo de saúde. O advogado dele, Carlos Alberto Canelossi, disse que Rubini não tinha conhecimento de que o diploma era falso. Afirmou ainda que o cliente dele fez o curso em São Paulo, mas não soube informar o nome da escola.

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