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10/11/2008 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas encontram forma de fraudar GNV em postos de SP

Medidor que registra passagem de combustível é adulterado. Fraude pode custar até R$ 6 milhões por mês, diz promotoria.

Depois de denúncias de vários tipos de fraudes envolvendo álcool e gasolina, a reportagem do Jornal Nacional descobriu um novo golpe nos postos de combustível de São Paulo. Dessa vez, o gás virou o foco de atenção dos fraudadores e o esquema já causa um prejuízo estimado em R$ 6 milhões por mês.

A frota de carros a gás só aumenta em São Paulo, mas, na contramão desse crescimento, muitos postos que vendem o combustível enfrentam um estranho fenômeno: o sumiço da clientela.

O consumidor abastece onde é mais barato. Mas os donos de postos prejudicados acusam que por trás de preços totalmente fora da realidade do mercado quase sempre existe um fraudador.

“Um mercado que, no começo, a gente achou que era impossível de ser fraudado porque o gás vem canalizado. Hoje eles estão conseguindo adulterar não o produto, mas eles adulteram a quantidade que é vendida e a quantidade que é cobrada pela Comgás”, afirma um dono de posto que preferiu não se identificar.

A maioria das fraudes é feita antes que o gás vá para a bomba de abastecimento. Os golpistas mexem no medidor, o equipamento que registra a passagem do combustível que vem da Comgás. Eles rompem lacres e trocam as engrenagens. O relógio mostra então um volume de gás bem menor do que passa e o dono do posto só paga uma parte - a que fica marcada no medidor. A fraude pode custar até R$ 30 mil por medidor.

"Você paga uma parte pelo serviço e depois uma mensalidade pelo gás que foi desviado. É possível escolher se quer adulterar 10%, 20% até 50%”, disse o mesmo dono de posto.

Segundo os denunciantes, quem vende o “serviço” são profissionais de empresas terceirizadas que fazem a manutenção dos equipamentos. Para o especialista em segurança de combustíveis do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) José Fábio de Campos, a fraude não é um risco apenas por uma questão de mercado. "Quando é adulterado qualquer componente que é lacrado na fabricação e que tem uma série de lacres justamente para que ninguém mexa, é introduzido um risco desconhecido, mas com certeza muito perigoso e muito grande”, afirma.

A Promotoria estima que o furto de gás e a sonegação de impostos chegue ao equivalente a R$ 6 milhões por mês e calcula que um em cada três postos opere com medidores adulterados na Grande São Paulo.

“Esta nova forma de fraudar é uma forma rebuscada. A gente não está lidando com um simples comerciante que está querendo levar uma pequena vantagem sobre os outros. Isso realmente é uma organização criminosa que tem comprado postos para ter essa forma de lucro ilícito”, afirma outro dono de posto que também não quis se identificar.

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