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04/10/2006 - Diário da Notícia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

FEITIÇO - Patrão denuncia e manda prender empregado; agora é denunciado em caixa 2


O feitiço virou contra o feiticeiro. Um empresário denunciou o empregado e ainda o mandou prender. Ele foi preso, mas resolveu abrir a boca contra o patrão. A história é longa, mas será contada em partes. Comerciante e auxiliar financeiro de uma grande empresa do ramo imobiliário de Cuiabá, Silas da Rocha Capobiano, de 28 anos, afirmou na Polícia ainda preso, que encontrou facilidades para desviar mais de R$ 800 mil da empresa porque ela também fazia “coisas” erradas do tipo caixa-2, sonegação de impostos e falsificação de documentos.

Depois que foi colocado em liberdade ele também contou a mesma história aos promotores da Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Junto com Silas, na mesma sala e na mesma empresa, trabalhava – ou ainda trabalha -, uma mulher tida como pessoa de confiança do patrão. A Polícia ainda não sabe, mas não descarta que ela também esteja envolvida na mesma fraude.

Coincidência ou não, o marido desta mesma mulher também está sendo acusado de envolvimento em uma quadrilha que rouba cargas, principalmente açúcar. Depois do roubo o bando ainda adulterava a logomarca do produto para colocar o nome da empresa dele.

Mais de 300 toneladas de açúcar, e também de feijão já foram aprendidas por investigadores da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de veículo (DRRFV) nos últimos dias em Cuiabá e no Estado de Rondônia. A delegada Vera Rotildes confirma as investigações e não descarta a representações de novas prisões nos próximos dias de pessoas envolvidas na mesma quadrilha.

No Gaego e na Polícia Civill, Silas confessou sua participação no esquema de fraudes dentro da empresa. Calcula, no entanto, que o que pegou indevidamente – crime de apropriação indébita, e não furto, segundo os advogados do acusado -, não chega a R$ 1 milhão.

Para a empresa, no entanto, o ex-empregado, que também já foi o homem de confiança do patrão, pois começou a trabalhar na empresa aos 14 anos, o “furto” pode chegar aos R$ 4 milhões. Silas, que antes prometera uma entrevista exclusiva ao Site 24 Horas News assim que saísse da cadeia, agora está se escondendo, possivelmente com medo de falar e de sofrer represálias.

Em seu depoimento à Polícia Civil, e em declarações ao Gaeco, Silas confirma que o patrão tinha tanta confiança nele, que além das senhas bancárias da empresa, ele também era o responsável pelas senhas particulares do patrão. Ela confirma, também, que só se envolveu com as fraudes porque tinha conhecimento do total descontrole da empresa.

Em um dos trechos de seu depoimento à Polícia Civil, Silas destaca: “Ficou acordado entre eu e a empresa, que uma parte do dinheiro depositado ficaria em minha conta por causa do pagamento dos impostos”.

“Eu usava parte do dinheiro para fazer pagamentos da firma, como por exemplo, fornecedores, com cheque de minha emissão. Quando eu pagava os empregados eu utilizava dinheiro vivo sacado desta mesma conta. O restante do dinheiro era guardado no cofre da empresa”, afirma Silas em seu depoimento à Polícia.

Para concluir seu depoimento à Polícia Civil, Silas bombardeia: “Em relação aos extratos da conta corrente adulterados, eu mesmo o fazia a pedido do próprio patrão para compor a contabilidade oficial da empresa e que os extratos verdadeiros ficavam anexados ao movimento da prestação da firma. Eu também recebia ordens para adulterar outros documentos, entre eles Certidão Negativa do IPTU, comprovantes de pagamento do IPTU e outros documentos da Receita Federal”.

A Polícia Civil ainda não quis se pronunciar sobre o assunto. Não descarta, no entanto, que caso fique comprovadas as denúncias de Silas, vai transferir o caso para novas investigações, principalmente da Receita Federal, que de lá pode pedir investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

NOTA DA REDAÇÃO

Os nomes de todas as pessoas acusadas por Silas foram omitidos para não atrapalhar as investigações a pedido da própria Polícia. A medida em que as investigações da Polícia Civil avançarem, no entanto, todos os nomes dos acusados nas novas denúncias serão divulgados, inclusive o da empresa.

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