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09/11/2008 - O Globo Online / Diário de SP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

'Quero levar vida de milionária', diz golpista

Por: Cristina Christiano


SÃO PAULO - Desde a semana passada, quando a estelionatária Rosi Pacheco Cabral Baccarin, de 47 anos, foi presa, policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Seccional Oeste, em Pinheiros, não têm mais sossego. Eles não param de atender ligações de pessoas que caíram na lábia da golpista e perderam muito dinheiro.

- As denúncias estão se amontoando - conta o delegado Anderson Pires Giampaolo, que passou um mês desvendando um quebra-cabeça para localizar a criminosa.

Bonita, inteligente e persuasiva, Rosi valia-se desses atributos para atrair suas vítimas, independentemente de serem ricas ou pobres. Desde criança, já ambicionava a riqueza, segundo pessoas próximas.

- Quero levar vida de milionária, freqüentar lugares chiques. Por isso, tenho de parecer rica - dizia Rosi à família.

Na ânsia de enriquecer sem esforço, não poupou nem mesmo a irmã, a manicure evangélica Márcia Pacheco Cabral Baccarin, de 50 anos. Rosi usou documentos dela para financiar um Gol, de R$ 16 mil. Também abriu conta "fantasma" e emitiu cheques em nome da irmã, que a está processando judicialmente.

Rosi apresentava-se como Rosemary Ferreira Xavier, sociality e ex-mulher de delegado de polícia. Para dar credibilidade à encenação, dava um jeito de levar as vítimas à sua casa, uma cobertura duplex no Morumbi, alugada por R$ 4 mil e com condomínio de R$ 2 mil. Afinal, quem desconfiaria de uma mulher requintada?

Foi naquele apartamento, onde o elevador pára na entrada da sala e uma porta corrediça (de madeira maciça trabalhada) separa os dormitórios do resto do imóvel, que Rosi fechou diversos "acordos" de venda de apartamentos do CDHU e tirou R$ 10 mil de cada interessado, pessoas humildes, que viram seus sonhos desmoronarem da noite para o dia.

A residência também serviu para impressionar funcionárias de lojas de shoppings, onde a golpista fazia compras com cheques falsificados.

Rosi nasceu em uma família simples, no Jabaquara, zona sul. O pai, advogado, morreu quando ela tinha ainda 13 anos. A mãe, cabeleireira, criou sozinha quatro filhos. Com 18 anos, foi morar com um grupo de amigas em um bairro nobre, onde tudo começou. As companheiras mobiliaram a casa dando golpes no comércio e deixaram tudo em cima dela. Rosi aprendeu o truque e tornou-se uma das golpistas mais procuradas.

Uma lojista de shopping de São Paulo também caiu na conversa de Rosi Baccarin e procurou a polícia quando soube da prisão. A golpista comprou roupas caras na loja dela, entre março e setembro, e pagou com cheques falsificados no valor de R$ 10 mil. Um dos cheques estava em nome da irmã.

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