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09/11/2008 - Hoje Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresários goianos caem no Golpe da lista

Por: Renato Rodrigues


Empresários e profissionais liberais de Goiânia estão sendo vítimas de golpistas que se passam por vendedores de anúncios em listas telefônicas e sites na internet. Eles oferecem propaganda em lista telefônica impressa ou em um portal eletrônico e na negociação conseguem dados comerciais da empresa. Com as informações, os criminosos elaboram duplicatas de cobrança de contratos de prestação de serviços forjados por fax aos estabelecimentos. Os órgãos de defesa do consumidor alertam para o golpe e orientam não repassar informações para desconhecidos por telefone e por fax.

A gerente de educação para o consumo da Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor de Goiás (Procon-GO), Sara Ximenes, esclarece informa que entre janeiro e novembro o órgão recebeu 85 reclamações de consumidores vítimas de golpe por telefone e fax de empresas que oferecem anúncios na internet e listas telefônicas. “Tivemos casos em que comerciantes levaram prejuízo de até 800 reais”, diz.

A representante do Procon explica que nesta época do ano a quantidade de denúncias deste tipo de golpe aumenta por coincidir com o período em que empresas de anúncios e de listas telefônicas fazem contato com seus clientes para renovarem contratos de prestação de serviço ou oferecer espaço publicitário. Sara Ximenes ressalta que além de agir de má-fé contra profissionais liberais e empresários, os golpistas também ameaçam negativar as empresas que assinam os falsos contratos nos órgãos de proteção ao crédito. “Ninguém deve fechar negócio por telefone”, acrescenta.

O Procon orienta que a primeira medida para os empresários e consumidores que receberem cobranças indevidas é não pagar as faturas, já que o ressarcimento só pode ser feito por meio de uma ação na justiça. Outra recomendação do Procon é que o contratante sempre fale pessoalmente com o representante da empresa que oferece serviço de divulgação.

A gerente lembra que os funcionários das empresas devem ser orientados pelos seus patrões a nunca repassar dados comerciais por telefone e nem assinar documento que não souberem a procedência. Uma forma de evitar o golpe, de acordo com Sara Ximenes, é consultar sempre no site do Procon estadual a lista das empresas que mais recebem reclamações por parte dos consumidores. O endereço eletrônico do órgão é http://www.procon.go.gov.br.

O delegado Edemundo Dias, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), diz que a Polícia Civil investiga vários golpes semelhantes aplicados em Goiás. Ele explica que em geral os golpistas cometem estelionato ao enviarem duplicatas para empresários e profissionais liberais após conseguir informações comerciais das vítimas. “As pessoas devem desconfiar de empresas que oferecem serviços por telefone e procurar informações sobre a idoneidade dessas empresas antes de fechar qualquer negócio”, orienta.

Edemundo informa que há casos em que os golpistas se passam por funcionários de empresas idôneas e bem estabelecidas no mercado e que por isso os consumidores devem ter atenção redobrada nesta época do ano, em que empresas de listas telefônicas fazem ligações para seus clientes para renovar os contratos de prestação de serviços. O delegado reforça que toda pessoa que tiver suspeita de alguma quadrilha que esteja agindo de má-fé para praticar estelionato pode entrar em contato com a Decon pelo telefone 3201-2780 ou procurar a delegacia. “Em geral essas empresas são de São Paulo e Belo Horizonte”, completa.

VÍTIMA PROCURA PROCON E JUSTIÇA

O empresário Bentinho de Almeida Ferro é proprietário de uma empresa de toldos no Jardim Goiás e foi vítima de tentativa de golpe por telefone. Há pouco mais de um ano a secretária do estabelecimento de Bentinho recebeu uma ligação de um homem pedindo para confirmar alguns dados comerciais. Como não desconfiou que se tratava de um golpe, a funcionária repassou dados como o CNPJ, Inscrição Estadual e endereço.

Betinho explica que com as informações os golpistas elaboraram um contrato forjado e após incluir no documento todos os dados enviaram por fax para a secretária. Após receber o documento e conferir os dados a funcionária assinou o contrato sem perceber que havia cláusulas da contratação de serviço de divulgação pela internet por cerca de R$ 4 mil e parcelado em seis vezes. Bentinho comenta que a secretária não comentou com ele sobre a ligação e que depois de 60 dias chegaram as duplicatas cobrando o serviço contratado por meio do golpe dos golpistas.

Desconfiado por não se lembrar quando havia contratado o serviço descrito nas duplicatas, o empresário não pagou as faturas e foi ao Procon. No órgão de defesa do consumidor foi tentado o contato com a empresa que emitiu as faturas de cobrança e foi verificado que se tratava de fraude. Como o contrato já havia sido assinado pela funcionária há mais de 30 dias, o empresário não conseguiu invalidá-lo no Procon e teve que recorrer ao Poder Judiciário para anular as duplicatas.

Bentinho entrou com uma ação no Tribunal de Pequenas Causas e até hoje a justiça ainda não julgou o caso. “Por sorte não amarguei o prejuízo de quase R$ 4 mil”, diz. Ele revela que até hoje recebe várias ligações de empresas oferecendo serviços de divulgação em sites e listas telefônicas, mas não fecha negócios por telefone desde que tentaram enganá-lo.

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