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08/11/2008 - Jornal Alvorada Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Autoridade alerta para que a situação grave criada por burlões não alastre no concelho: Conto do Vigário preocupa GNR da Lourinhã


A Guarda Nacional Republicana do Posto Territorial da Lourinhã tem promovido uma intensa campanha de sensibilização junto da população para a actividade dos burlões. São já vários os casos de burlas que atingiram pessoas idosas e que tem afectado sobretudo mulheres residentes em zonas rurais do concelho.


Esta iniciativa surge como precaução aos mais idosos para que fiquem esclarecidos e para que lhes seja incutido o receio de que, ao mais pequeno pormenor de desconfiança, entrem em contacto com a GNR da Lourinhã, que disponibiliza os números de telefone 261 422 021 e 261 422 023.

São vários os casos que estão na base desta preocupação pública. Um deles ocorreu há poucos meses no concelho da Lourinhã, quando um idoso sofreu uma tentativa de burla e a outros dois seniores os burlões chegaram mesmo a conseguir roubar as quantias de 250 e 300 euros. Para o comandante do Posto Territorial da GNR, sargento-ajudante António Nunes, “estes são apenas os casos de que temos conhecimento”.

Segundo referiu ao ALVORADA o responsável da força militar, a acção de sensibilização em curso tem como objectivo a precaução para não haver problemas mais tarde. “Comparando com outros concelhos, até temos sido privilegiados”, afirmou.

De acordo com dados revelados pela GNR, a maior parte das vítimas são pessoas com pouca confiança em lidar com instituições bancárias, pelo que guardam as economias em locais que acreditam ser seguros, em suas casas, acabando por não denunciar o crime pelo sentimento de vergonha pública de terem sido enganadas. Um dos casos mais frequentes de burla identificados pela GNR é protagonizado por dois indivíduos vestidos com fato completo que se apresentam como sendo funcionários da Segurança Social ou de outras instituições públicas que processam as reformas dos idosos.

Revelam mesmo conhecimentos sobre as suas vidas pessoais familiares, chegando mesmo a citar nomes de familiares. Outro dos métodos utilizados consiste em anúncios publicados em jornais com promessas de crédito fácil, em que as vítimas em situações de aperto financeiro telefonam para o contacto publicado, sendo-lhes dado a conhecer que o limite mínimo de empréstimo é uma certa quantia em dinheiro para dar andamento ao processo. “Depois da vítima enviar o dinheiro, o contacto telefónico deixa de estar disponível, não se concretizando assim o empréstimo, sendo a pessoa burlada na quantia que enviou para a morada que lhe foi indicada pelo contacto telefónico” explicou o comandante da força de segurança local.

A autoridade recomenda que os idosos tenham sempre à mão os contactos de urgência nacional, entre os quais o número nacional de emergência 112 e que não hesitem em contactar o Posto da GNR logo que sejam vítimas de burla ou mesmo em caso de se aperceberem da presença de indivíduos suspeitos da prática deste tipo de crimes. “O método usado tem sido quase sempre o mesmo: abordam as pessoas idosas e dizem que as suas notas de 10, 20 e 50 euros vão sair de circulação, oferecendo-se para fazer a troca por notas válidas. Chegam mesmo a dizer que só têm aquele dia e que se não o fizerem ficam sem dinheiro”, explicou António Nunes. Embora este seja o método mais comum, os burlões actuam por vezes de outra forma.

Dizer aos idosos que as reformas tinham sido pagas com notas falsas, propondo a troca na hora por dinheiro válido, ou fazerem-se passar por familiares distantes ou descendentes de conhecidos, dizendo que trazem uma encomenda para a vítima, que tem que pagar de antemão um valor, para que a possa levantar, são outras formas de burla conhecidas das forças de segurança pública.

Há um conjunto de cuidados a ter em conta para evitar ser vítima de burla. O comandante António Nunes salienta o “nunca acreditar em quem se desloca a residências e se oferece para fazer trocas de dinheiro. As coisas não se processam assim”.

Como precaução a estes burlões, o militar deixa alguns conselhos a seguir: não dar a entender que se está sozinho em casa; não abrir a porta a estranhos; lembrar-se que ninguém dá nada a ninguém; a Segurança Social não vai a casa de ninguém sem primeiro contactar com a GNR; fechar e não deixar a chave na porta; não andar na rua ostentando joalharia; andar sempre com pouco dinheiro; guardar o dinheiro no banco; desconfiar sempre de alguém que apareça a dizer que é amigo de filhos ou de familiares longe do local onde reside.

Para o responsável local da GNR, o mais importante é que o sentimento de vergonha que normalmente invade as vítimas do chamado conto do vigário não as impeça de apresentar queixa, nem de contar com o máximo de pormenores sobre o que aconteceu. “A burla é um crime muito difícil de apanhar em flagrante delito, por isso o combate tem que ser feito com a colaboração das vítimas. Só assim nós podemos agir e se pode evitar que estes crimes se repitam”.

António Nunes afirmou ainda que os 28 elementos do Posto da GNR da Lourinhã estão disponíveis para assegurar a segurança 24 sobre 24 horas e pede para que as pessoas não tenham problema ou receio em contactá-los, “a qualquer hora e a qualquer dia”.

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