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31/10/2008 - EPTV.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresa suspeita de fraude atuou em Paulínia

Home Care foi denunciada em operação do governo do Estado de São Paulo.

Uma das cinco empresas denunciadas pela Operação Parasita, desencadeada na quinta-feira (30) pelo governo do Estado de São Paulo, prestou serviços à Prefeitura de Paulínia até abril. A operação da Polícia Civil encontrar empresários suspeitos de formar um cartel e de provocar um rombo de milhões aos cofres públicos.

Há provas de que eles forneceram remédios e equipamentos médicos superfaturados, de má qualidade, em licitações fraudulentas para pelo menos 30 prefeituras paulistas, que também vão ser investigadas.

Segundo a polícia, os donos das empresas combinavam os resultados das licitações com o poder público. Os editais tinham termos que outras empresas não entenderiam e vencia justamente quem tinha o maior preço. As cinco empresas também eram favorecidas em pregões. Com o contrato ganho, essas empresas ofereciam produtos de má qualidade e preços até 400% mais altos que os do mercado.

Em fevereiro, o Jornal Regional mostrou uma denúncia contra a Home Care, depois que a Controladoria Geral da União constatou uma série de problemas na gestão de medicamentos em Paulínia, entre eles a compra desnecessária de remédios. Em um dos casos, de 56 mil compridos comprados, apenas 615 foram distribuídos. O governo federal constatou que a cidade gastou, em média, 193% a mais na compra de 309 medicamentos, na comparação de duas concorrências.

No total, foram gastos R$ 507 mil por mês, enquanto que, no pregão anterior, o valor foi de R$ 172 mil para a mesma quantidade de remédios. Um dos remédios foi comprado por R$ 88,36, enquanto que em outras concorrências ele custava R$ 42,48. Dois meses depois das denúncias, em abril, a prefeitura decidiu assumir o serviço e não renovou o contrato com a empresa.

Na época das denúncias, a Prefeitura de Paulínia contestou o resultado da auditoria e a CGU informou que, apesar da gravidade do que foi descoberto, eles não poderiam punir a prefeitura ou a empresa e que caberia a outros órgãos tomar providências.

O Ministério Público de Paulínia investiga as irregularidades.

A prefeitura reforçou que assumiu a gestão dos medicamentos e que apresentou defesa à controladoria. Sobre a Operação Parasita, a Polícia Civil de São Paulo informou que deve pedir autorização ao Tribunal de Justiça para investigar as prefeituras dos municípios onde há suspeita de fraudes em licitações na área da saúde.

Os presos na operação estão em uma delegacia da Capital. A assessoria da Home Care informou que os advogados da empresa estão acompanhando o caso, mas que só devem comentar o assunto quando tiverem acesso ao inquérito.

A Operação Parasita envolveu as secretarias estaduais de Segurança Pública, da Fazenda, além do Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco).

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