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31/10/2008 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fuja do golpe: operações com moedas parecem negócio da China

Por: Yolanda Fordelone

CVM contabiliza 96 investigações em empresas que oferecem contratos de moedas do mundo todo.

Investidores que costumam freqüentar fóruns e comunidades de discussão diariamente se deparam com ofertas de um tipo de aplicação em moedas no mercado internacional de divisas (Forex). Ganhos expressivos, de até 60% ao mês, são a principal isca para atrair investidores a um golpe freqüentemente praticado neste mercado.
“Não há nenhum impedimento de brasileiros investirem nesse mercado, desde que os negócios sejam feitos por meio de uma corretora registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou uma instituição internacional. O que ocorre é que, na maioria das vezes, o esquema é informal e o investidor acaba perdendo dinheiro”, alerta o superintendente de Proteção e Orientação ao Investidor da CVM, José Alexandre Vasco.

Do final de 2005 (período em que os golpes começaram a ser aplicados) até outubro, a CVM contabiliza 96 processos de investigação relativos ao Forex. “São muito mais investidores lesados, pois algumas investigações se referem a uma mesma empresa e envolvem diversos reclamantes”, diz o superintendente.

O Forex é um mercado internacional de moedas, em que os investidores podem aplicar na taxa de câmbio de duas moedas, como vender libra e comprar dólar. Por não serem negociadas somente em uma Bolsa específica, as moedas podem ser compradas e vendidas 24 horas por dia, em diferentes países. “As corretoras atuam dentro de seus países. Na medida em que os fusos vão passando, os negócios começam a ser feitos em outro local”, explica Vasco.

O golpe

O golpe começa quando a suposta corretora entra em contato com o investidor e oferece a aplicação. A falsa instituição possui até um site em que o investidor faz o login e tem acesso a uma conta virtual, em que é mostrado o saldo das aplicações, após ele ter feito uma transferência em dinheiro. “É tudo uma fachada para tornar a aplicação mais verdadeira”, alerta Vasco.

O superintendente conta que já foram pegos golpistas que se passavam por grandes corretoras, mas que na verdade ficavam dentro da própria casa forjando o site. “Teve um falso profissional encontrado pela CVM que ficava a apenas quatro horas do Rio de Janeiro. Ele fazia todo o processamento do site em um notebook dentro de casa”, lembra. Ao tentar resgatar o dinheiro, é descoberta a farsa. “Nesses casos, o golpista faz uma captação de recursos de vários investidores e depois some”, relata.

O Forex não é proibido no Brasil, mas a CVM entende que a aplicação em taxa de câmbio se enquadra no mercado de derivativos. Por isso, para oferecer o investimento, a instituição precisa estar registrada no órgão. “Atualmente, não conheço nenhuma corretora cadastrada na CVM que ofereça contratos Forex”, diz. A alternativa para o investidor que, mesmo assim, deseja aplicar em câmbio é procurar uma corretora internacional, que seja autorizada pelo órgão do país a atuar na região. A diferença é que o investidor terá que conhecer as regras da aplicação daquele país, pois estará submetida a elas. Caso ocorra algum problema, o investidor terá que recorrer ao órgão internacional.

“A recomendação para quem recebeu alguma proposta de uma corretora é verificar a legalidade da instituição junto à CVM, no próprio site da autarquia”, afirma o superintendente. Basta fazer uma busca na seção “Participantes do Mercado”. O superintende também recomenda que o investidor mande dúvidas sobre esse mercado e as instituições por meio do “Fale com a CVM”.

Evite negociar Forex por meio de terceiros

Nem todos os negócios com Forex resultam em um golpe, mas, mesmo assim, não deixam de ter riscos. “Algumas pessoas oferecem esses contratos e não são golpistas. O investidor transfere o dinheiro para a ‘corretora’ e está efetivamente faz as compras e vendas das moedas”, explica o superintendente da CVM. “O que ocorre é que a aplicação é feita em nome do próprio intermediador, que é cliente de alguma corretora internacional. Não deixa de ser um esquema informal”, diz.

Nesses casos, pode ocorrer de o intermediador não possuir caixa suficiente para devolver o dinheiro quando o investidor brasileiro solicitar. “Mesmo que não seja um golpe e o intermediador realmente aplique e devolva o dinheiro, o investimento não é interessante, pois o investidor nunca terá o lucro máximo. O intermediador cobrará alguma porcentagem do negócio”, diz.

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