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30/10/2008 - JB Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mulher admite desvio de 300 linhas de telefone para PCC


SÃO PAULO - Uma mulher foi presa ontem em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, suspeita de desviar linhas telefônicas fixas para celulares de membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Tatiane Mello de Jesus, 27 anos, é funcionária de uma empresa que presta serviços à Telefônica. À polícia, ela confessou ter desviado pelo menos 300 linhas fixas para celulares de presos da facção.

Tatiane cobraria cerca de R$ 70 para desviar uma linha fixa para o telefone celular de membros do PCC. Segundo a promotora Sandra Reimberg, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do ABC paulista, ela habilitava a linha e garantia o uso por sete dias.

Conforme as investigações, a funcionária usava uma senha da operadora e reativava linhas fixas que estavam paradas na região.

- Ela descobriu que, em algumas linhas, ainda analógicas, a habilitação poderia ser feita de forma clandestina, sem que a senha usada por ela fosse rastreada - disse Sandra.

O redirecionamento para celulares de integrantes do PCC era feito por meio do serviço de desvio de chamadas. As ligações, geralmente a cobrar, eram feitas para o número fixo e automaticamente redirecionadas para os celulares dos presos.

As investigações apontaram que pelo menos 44 linhas teriam sido desviadas pela funcionária. Um levantamento realizado pela Telefônica teria apontado fraude em 5 mil linhas entre outubro de 2007 a outubro de 2008. O prejuízo calculado pela empresa teria chegado a cerca de R$ 890 mil, conforme a promotora.

Também foram presas ontem outras duas mulheres suspeitas de envolvimento nas fraudes: Valdirene Gatti Marcelo, colega de Tatiane, que foi apontada por ela como sua auxiliar no esquema; e Samantha Cristine Gonçalves, mulher do suposto chefe da organização, Alexander Jerônimo, conhecido como Michael, que, durante as investigações, estava preso no Centro de Detenção Provisória de São Bernardo. Samantha seria a responsável pelos depósitos de pagamento do serviço.

Segundo o delegado da Seccional de São Bernardo do Campo, Fabiano Fonseca Barbeiro, Tatiane e Valdirene confessaram envolvimento no esquema. Samantha não quis dar declarações e disse que falaria apenas em juízo. As três foram indiciadas pelos crimes de formação de quadrilha ou bando, associação ao tráfico e furto qualificado. O marido de Samantha e o marido de Tatiane, ambos já presos, foram indiciados pelos mesmos crimes.

O marido de Tatiane, identificado pelo apelido de Perninha, preso na Penitenciária de Irapuru, no interior de São Paulo, fazia a intermediação com os integrantes do PCC. Tanto ele quanto Michael passaram pelo CDP de São Bernardo durante as investigações.

Além dos presídios de Uirapuru e do CDP, Tatiane confessou, segundo o delegado, que prestou serviços para a cúpula do PCC, na Penitenciária de Presidente Venceslau. Conforme o delegado, a funcionária não citou nomes dos presos que teriam contratado o serviço.

Investigações

As investigações foram realizadas pelo Gaeco em conjunto com a Polícia Militar e com a Delegacia Seccional de São Bernardo do Campo. Inicialmente, o alvo da investigação era uma quadrilha de tráfico de drogas.

O esquema das linhas telefônicas foi descoberto a partir de escutas autorizadas pela Justiça em que foram identificadas as negociações para a obtenção da linha.

- Percebemos que não se tratava de um procedimento padrão. Começamos a prestar mais atenção nessa parte e percebemos que teria alguém dentro da empresa facilitando a habilitação da linha clandestina - disse a promotora Sandra Reimberg.

Tatiane usava a conta de familiares para receber o dinheiro dos presos. À polícia, ela afirmou, segundo a promotora, que ganhava mais dinheiro com o esquema do que com o salário que recebia como funcionária terceirizada.

- Ela disse que ganhava um salário de R$ 600 a R$ 800 e, com o esquema, chegava a receber até R$ 1,5 mil por mês - afirmou Sandra.

Em nota, a Telefônica confirmou que a funcionária trabalhava no serviço de ativação e transferência de chamadas. Informou ainda que tomou conhecimento da prisão e que está colaborando com as investigações.

A Telefônica informa que tomou conhecimento da prisão, pela Polícia Civil, de uma funcionária de empresa prestadora de serviços acusada de indevidamente executar a ativação e transferência de chamadas ("siga-me") de terminais telefônicos inativos. A Telefônica está colaborando com as autoridades nas investigações.

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