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25/10/2008 - Diário do Grande ABC Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Denúncia sobre fraudes em urnas desaparece

Por: Elaine Granconato


O destino do procedimento sobre a suposta fraude nas urnas eletrônicas de Diadema nas eleições de 2004 (municipal) e 2006 (estadual e federal), revelado pelo deputado estadual José Augusto da Silva Ramos (PSDB) é desconhecido. Após ouvir a testemunha, em fevereiro do ano passado, o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), núcleo São Paulo, encaminhou o procedimento à Procuradoria-Geral de Justiça. No entanto, a assessoria de imprensa do órgão, ligado ao MPE (Ministério Público Estadual), não localizou o procedimento.

"Eu próprio fiz, formalmente, a oitiva dessa pessoa e encaminhei o procedimento para o procurador-geral de Justiça (Rodrigo César Rebello Pinho) na época", disse Carneiro. Para o promotor do Gaeco, em tese, o relato apresentado caracterizaria "crime eleitoral" para investigação da Justiça.

A reportagem procurou no fim da tarde pela Procuradoria Regional Eleitoral e obteve informação que o procedimento "teria passado" para análise do procurador no ano passado. A testemunha, porém, "não teria sido localizada" pelo profissional, embora os dados pessoais constassem do ofício. A reportagem também não teve acesso ao parecer do procurador.

Ainda de acordo com informações internas da Procuradoria Eleitoral, a peça teria sido remetida para o TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Procurada às 19h30 de ontem, a assessoria de imprensa do órgão justificou que pelo horário não seria possível localizar a informação solicitada pelo Diário, o que seria feito hoje. Em uma rápida consulta, porém, nada havia sido encontrado.

A testemunha, que tem seu nome mantido em sigilo, foi encaminhada pelo deputado estadual José Augusto da Silva Ramos (PSDB) ao Gaeco, conforme o tucano revelou em entrevista publicada na edição de ontem do Diário.

Segundo o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, o denunciante esteve acompanhado do próprio deputado e de um vereador de Diadema. "Inicialmente, era uma história fantástica que precisaria ser bastante apurada por quem tem atribuição eleitoral ( promotores e juízes eleitorais). Por isso, remeti para o procurador-geral de Justiça", afirmou.

Estranho - Para José Augusto, candidato derrotado nesta eleição pelo também deputado Mário Reali (PT), trata-se de denúncia grave feita no Ministério Público. "No mínimo, tinha de ser investigada", afirmou José Augusto, que disse achar "tudo muito estranho", principalmente o "sumiço" do procedimento inicial feito pelo Gaeco.

Além da denúncia de possíveis fraudes em 2004 e 2006, o tucano também questiona irregularidades nas eleições deste ano, quando perdeu para o petista de 58,26% (133.893 votos) contra 35,44% (81.432).

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