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30/09/2006 - O Dia Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fantasmas e clones na lista de carros de Rogério Andrade

Por: Leslie Leitão


Rio - Análise da lista com 19 placas e modelos de carros — apreendida pela Polícia Federal ao prender dia 18 o contraventor Rogério Andrade e seu contador, o ex-PM Roland de Hollanda Cavalcanti — aponta para práticas das quadrilhas da máfia dos caça-níqueis. De um lado ou de outro, homens ligados à West Games, que seria de Rogério, ou à Ivegê, de seu rival, Fernando Iggnácio, têm utilizado documentações falsas de pessoas vivas ou mortas para adquirir bens. Os bandos também clonam carros dos inimigos para usá-los em ações sangrentas e, assim, jogar a culpa no rival.

Marcos Cipriano, delegado titular da 34ª DP (Bangu) e um dos responsáveis pela investigação da guerra, explica que os grupos adotaram táticas mais sofisticadas para se manter longe do foco da lei. “Temos algumas linhas de investigação que indicam que os dois lados alugam carros, principalmente fora do Rio, para praticar crimes. Também temos informações de que um lado estaria clonando os carros do outro para atacar”, diz.

O primeiro indício dessas práticas foi levantado pela 33ª DP (Realengo), durante a investigação da morte de Sérgio Luiz Duarte, dia 19 de julho, em Realengo.

O Gol preto placa LSD 1076, que, segundo a investigação, conduziu os assassinos, foi comprado em 2005 e apreendido com um segurança da Ivegê, tinha como dono um homem que havia sido morto em 2002.

Pior: quando a lista apreendida com Roland, o contador de Rogério, veio à tona, o Gol constava dela. “Esta questão só mesmo o Roland vai poder explicar”, crê o delegado da 33ª DP, Luiz Antônio Ferreira.

Carros de 'fantasmas'

A seqüência de mistérios foi aumentando. Também na lista, o Palio Weekend branca LNI 1215 foi comprado, em janeiro, com documentos de Luiz Carlos Ramos Alves. Só que ele também estava morto. E desde bem antes: 2004. Ele foi enterrado no Cemitério do Caju.

A atuação da máfia ficou ainda mais clara no episódio da morte do soldado da PM Marcelo Guedes da Silva, em Santíssimo, no dia 10 de agosto. Foi então que surgiram outros ‘fantasmas’. Walmir da Conceição Rebelo foi o primeiro.

Em seu nome, estava o Gol preto LRK 0323, usado por três agentes penitenciários encontrados próximos ao local em que o policial militar desapareceu. Dias depois do crime, homem se identificou como Walmir, apresentou carteira falsa de agente da Secretaria de Administração Penitenciária e conseguiu retirar o carro da 34ª DP (Bangu), onde estava apreendido.

Documentos adulterados e dívidas na praça

O falso Walmir já vinha utilizando documentos inexistentes nos cadastros dos órgãos públicos. Na concessionária Distac, em Laranjeiras, ele utilizou até um comprovante de residência adulterado para comprar o Gol zero quilômetro, financiado em 36 prestações de R$ 1.101,78. Até hoje, não pagou uma parcela sequer. E foi acionado na Justiça pelo Banco Volkswagen. De nada adiantou: ninguém achou Walmir nos endereços fornecidos por ele em Brás de Pina, Mesquita e Pavuna.

Para tentar apreender o carro, o juiz da 3ª Vara Cível de Olaria enviou ofícios à Telemar e à Light para que ajudassem a localizar o devedor. Nada feito. Walmir, aliás, parece não ter um rosto. O número de sua suposta identidade pertence a um outro homem, Cláudio. E a cópia da foto entregue ao Detran está irreconhecível.

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