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22/10/2008 - Diário da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cuidados para não ter cartão clonado

Por: Matheus Álvares Ribeiro


O Brasil possui cerca de 10 milhões de usuários de cartões de crédito. O volume de transações envolvendo os cartões, embora facilite a compra e venda de produtos, permitiu que uma nova modalidade de crime surgisse. A clonagem de cartões. O crime já atinge muitos correntistas e preocupa usuários.

“Hoje, praticamente ninguém mais usa dinheiro convencional”, afirma o delegado e especialista em Segurança Pública Edemundo Dias de Oliveira. A clonagem de cartões surge com a onda de crimes cibernéticos, onde, em vez de uma arma, o criminoso usa computador e inteligência para burlar o sistema de segurança dos bancos.

LESADO

C.C.W.L., 45, foi uma das vítimas do golpe. Há duas semanas, no domingo, tirou dinheiro em caixa eletrônico dentro de uma agência no Bairro Vila Nova. No dia seguinte, recebeu a ligação do banco, informando que alguém realizou saque de R$ 1,4 mil. “Na hora, soube que se tratava de clonagem”, conta.

Ele registrou boletim de ocorrência e comunicou à agência onde possui conta sobre o fato que havia acontecido. O dinheiro foi devolvido em três dias, e em uma semana recebeu outro cartão. Ele conta que no dia em que fez a reclamação, outras quatro pessoas apareceram no banco pelo mesmo motivo.

Para evitar surpresas, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) recomenda aos usuários de cartões que mantenham certos cuidados para escapar do crime de clonagem de cartões. A primeira dica é nunca pedir ajuda a estranhos. Hoje, as agências bancárias já destinam funcionários para o auxílio aos usuários de auto-atendimento.

C.W. conta à reportagem do Diário da Manhã que no dia em que realizou o saque apenas um terminal funcionava na agência. Esta seria uma forma de os golpistas concentrarem as vítimas em apenas uma máquina e clonar o máximo de cartões antes de descobrirem a fraude. O golpe também é aplicado, preferencialmente, em agências vazias, no período noturno ou durante os fins de semana.

EQUIPAMENTO

A clonagem de cartões acontece por meio de um equipamento conhecido pela polícia como “chupa-cabra”. Ele é capaz de copiar a fita magnética do cartão. A senha, no entanto, continua secreta, o que exige do estelionatário atenção para pegá-la enquanto o cliente a digita. Em alguns locais, como terminais de auto-atendimento, são instaladas microcâmeras que captam esses números.

No caso de terminais de auto-atendimento, o conselho do especialista em segurança, Edemundo Dias, é que o usuário verifique se há peças soltas na máquina de auto-atendimento, ou indícios de algum tipo de alteração. No que se refere a cartões de crédito, as fraudes são ainda mais simples, já que não há necessidade de o usuário digitar senhas. O golpe poderia ser coibido caso os estabelecimentos comerciais exigissem a identidade do usuário, o que nem sempre acontece.

Os cartões de débito, por sua vez, impedem a realização de saques, dado o recurso de senhas randômicas (espécie de segunda senha, que aparece de forma aleatória), exigidas nos caixas eletrônicos das agências bancárias.

No que se refere a compras, porém, não há empecilhos, já que apenas a seqüência numérica inicial é exigida. A Federação Brasileira dos Bancos já estuda meios de garantir segurança nas transações bancárias de clientes.

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