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21/10/2008 - Último Segundo / AFP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Contribuintes querem punir os culpados da dívida de 700 bilhões de dólares


Em "blogs", em editoriais de jornais, e até na CNN, a caça ao culpado está aberta: quem se equivocou até o ponto de obrigar os contribuintes americanos a se endividarem tanto ... afinal, foram pedidos 700 bilhões de dólares para salvar o sistema financeiro.

Como destaca Roy Smith, professor de finanças na New York University, "o clima é propício" à caça a bruxas.

Diversos meios de comunicação revelam que a justiça federal havia convocado a prestar declarações numerosos dirigentes do banco de investimentos Lehman Brothers, cuja solicitação de amparo à lei de falências, em meados de setembro, precipitou a crise.

Segundo o canal de televisão CNBC, 17 executivos desse banco, entre eles o presidente Richard Fuld e a ex-diretora financeira Erin Callan, afastada em julho, serão chamados a prestar novos esclarecimentos. Tanto o advogado do banco como a justiça declinaram comentar as informações.

Semana passada, a justiça federal anunciou a abertura de uma investigação sobre a quebra do banco Washington Mutual (WaMu).

"Em vista das importantes perdas sofridas pelos investidores e os trabalhadores, é justo que examinemos as atividades do banco e de seus dirigentes, para determinar se violaram a lei", explicou Jeffrey Sullivan, procurador em Seattle, cidade de origem do WaMu.

Em setembro, a polícia federal (FBI) havia confirmado à AFP que trabalhava com 24 investigações por fraude na concessão dos créditos hipotecários de risco (subprime).

Na segunda-feira, o FBI recusou-se a oferecer qualquer informação adicional, quando o Wall Street Journal divulgou que desde setembro a polícia federal investigava as empresas de crédito hipotecário Freddie Mac e Fanny Mae, recentemente estatizadas, assim como o Lehmann Brothers e a seguradora AIG.

O único comentário de um porta-voz da AIG foi o de que o grupo "cooperará" com qualquer investigação federal.

Mas mais além destas investigações, os processos civis são viáveis, abertos por investidores que se consideram prejudicados; estes poderiam questionar tanto as análises excessivamente otimistas quanto a movimentos suspeitos de concessão de crédito.

Sem esperar a formalização das queixas, a justiça do estado de Nova York intimou semana passada a AIG a renunciar a gastos excessivos, depois do clamor suscitado pela revelação de que seus executivos haviam gastado cerca de meio milhão de dólares num final de semana de luxo.

O novo presidente, Ed Liddy, além de obedecer à ordem também prometeu à justiça "uma revisão de todas as indenizações pagas a seus altos executivos ao deixarem a empresa".

O movimento parece ser alimentado pela aproximação das eleições presidenciais, com os democratas muito satisfeitos em pôr em evidência os excessos dos empresários mais ricos.

Desta forma, os americanos puderam ver Fuld reconhecer penosamente ante uma comissão parlamentar que suas funções na direção do Lehman Brothers haviam rendido a ele 350 milhões de dólares entre 2006 e 2007.

O catedrático Roy Smith destacou que as investigações estão numa fase muito preliminar. "Mas sei que os promotores podem encontrar muitas coisas".

Segundo ele, é preciso levar em conta que a justiça americana não tem fama de ser indulgente com os "crimes de colarinho branco".

O ex-presidente da Worldcom, Bernie Ebbers, e o ex-presidente da empresa de energia Enron, Jeffrey Skilling, cumprem desde 2006 condenações de 25 e 24 anos de prisão depois da quebra de suas empresas.

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