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20/10/2008 - Jornal Dia a Dia / Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

EUA investigam suspeita de manipulação de preços na Bolsa de Nova York


As autoridades federais americanas e as do Estado de Nova York decidiram associar-se para investigar uma possível manipulação dos chamados CDS ("credit default swaps"), que são instrumentos financeiros que permitem às empresas proteger-se contra o risco de não pagamento de uma dívida. Tal manipulação teria levado à queda nos valores das empresas cotadas em Bolsa, afirma nesta segunda-feira o jornal americano "The New York Times" ("NYT").

Investiga-se se os corretores manipularam o mercado de CDS, em grande parte não regulado, para impulsionar a redução do preço de ações no último ano", informou o jornal, citando fontes ligadas ao assunto.

O Departamento de Justiça do Estado de Nova York já havia ampliado no final de setembro uma investigação sobre os abusos com CDS nos mercados financeiros.

"A colaboração entre o secretário de Justiça do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, e o procurador-geral dos Estados Unidos em Manhattan, Michael Garcia, não são freqüentes. Isto sugere que ambos acreditam que o problema seja muito importante e grande em demasia", explica o "NYT".

A SEC (Securities and Exchange Commission, o órgão regulador dos mercados nos Estados Unidos) havia pedido no final de setembro uma legislação federal específica para o mercado de CDS.

No fim de setembro o FBI (Federal Bureau of Investigation, a polícia federal dos EUA) abriu uma investigação sobre denúncias de fraude contra quatro das principais empresas financeiras americanas, que estão na raiz da atual crise: o banco de investimentos Lehman Brothers -que pediu concordata no dia 15 daquele mês-, as empresas de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac -às quais o Departamento do Tesouro propôs ajudar com US$ 200 bilhões-, e a seguradora AIG -que recebeu do Federal Reserve (Fed, o BC americano) um empréstimo de 85 bilhões.

O diretor do FBI, Robert Mueller, disse ao Comitê Judiciário do Senado que as investigações sobre fraudes financeiras se concentram sobre empresas "que podem ter se envolvido em relatórios enganosos que surgiram durante a crise financeira". Mueller acrescentou que "O FBI vai seguir esses casos tão alto na hierarquia corporativa quanto for necessário, para que seja garantido que os responsáveis recebam o tratamento da Justiça que merecem".

O Departamento de Justiça e o FBI vêm recebendo pressões para aprofundar investigações sobre o setor financeiro. O secretário de Justiça dos EUA, Michael Mukasey, rejeitou, no entanto, os pedidos para a criação de uma força-tarefa aos moldes da que foi criada em 2002, para investigar escândalos corporativos como os da Enron e da WorldCom.

Alguns congressistas chegaram a dizer, segundo o "The Wall Street Journal" ("WSJ"), que o FBI alertou sobre a crise mas não fez o suficiente para impedi-la; o FBI, por sua vez, disse já ter aberto 3.500 casos e feito 700 prisões desde 2005 relacionadas a fraudes de hipotecas, mas que a atual crise no setor imobiliário -de onde se originou a atual situação- está baseada mais em práticas de risco do mercado que em fraudes.

Crise

A crise começou há mais de um ano com o aumento da inadimplência no segmento de hipotecas "subprime" (de maior risco) do mercado imobiliário americano. A crise levou a um problema maior no mercado mundial de crédito, que acarretou prejuízos bilionários a gigantes financeiros como Citigroup e UBS.

Contra a crise, o Congresso aprovou no início deste mês um pacote, proposto pelo governo, de US$ 700 bilhões, para ser empregado no resgate das empresas financeiras americanas. Na semana passada, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou a utilização de US$ 250 bilhões do pacote para comprar ações de bancos, como parte dos esforços para restaurar o fluxo de crédito no sistema bancário.

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