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20/10/2008 - Correio da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Gerente desviou 340 mil €

Por: João Nuno Pepino


Um antigo gerente do balcão da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo (CCAM) de Rio Maior começa hoje a responder em tribunal pelos crimes de burla, falsificação de documentos, apropriação ilegítima e administração danosa.

Acusado pelo Ministério Público (MP) após uma denúncia da instituição bancária, José Rodrigues Soares é suspeito de ter desviado mais de 340 mil euros, movimentando o dinheiro em contas paralelas que ele próprio criou. O homem é ainda arguido num processo cível em que a CCAM exige o ressarcimento de mais de 500 mil euros, somando os juros de mora desde a descoberta do esquema até à presente data.

Segundo a Acusação, a que o CM teve acesso, o ex-gerente é suspeito de ter criado 11 contas bancárias tituladas por "pessoas fictícias", para quem inventou nomes, moradas, números de contribuinte e de bilhete de identidade, entre Julho de 2002 e Maio de 2003.

As quantias movimentadas ao longo deste tempo, entre os 17 400 e os 47 400 euros, totalizam cerca de 342 mil euros, que o arguido creditava nas contas enquanto gerente e levantava em numerário, ao balcão.

A acusação do Ministério Público refere que José Soares não escrevia os valores no talão de levantamento e falsificava as assinaturas dos "clientes fictícios", fazendo crer aos próprios funcionários do banco que o fazia a pedido dos titulares das contas.

Para evitar o envio de correspondência, escreveu nas fichas de abertura das contas bancárias apenas o nome da freguesia, sem rua ou número de polícia.

Os factos acabaram por ser descobertos em Março de 2004, altura em que José Soares pediu demissão do cargo de gerente do balcão da CCAM de Rio Maior.

O arguido, de 58 anos, era ainda presidente da direcção da CCAM Ribatejo Centro, mas estava suspenso de funções desde Outubro de 2003 por ordem do Banco de Portugal.

PORMENORES

OMISSÃO

O destino dado ao dinheiro desviado não foi apurado pelo Ministério Público. Na Acusação foi referenciado um empresário de Oeiras como beneficiário do dinheiro, que foi ilibado na fase de instrução.

INDEMNIZAÇÃO

José Soares está envolvido num processo cível, que corre no Tribunal de Santarém, onde um cliente pede à CCAM a devolução de 225 mil euros. O queixoso alega que foi enganado pelo ex-gerente com vários depósitos.

ESTRATÉGIA

A Acusação refere que é "inviável recorrer à acção executiva como forma de obter o pagamento" da dívida, por os empréstimos serem titulados "por pessoas inexistentes".

FAMÍLIA

Nos dois processos judiciais em que José Rodrigues Soares é arguido surgem os nomes de uma família de apelido Góis, com negócios em Angola.

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