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16/10/2008 - Jornale Curitiba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha que clonava cartões de crédito é presa

Por: Jadson André


Uma das maiores quadrilhas especializadas em clonar cartões de crédito do Brasil foi presa nesta quarta-feira (15) pelos policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE). A polícia acredita que a quadrilha lucrava cerca de R$ 20 milhões por mês clonando cartões em vários estados brasileiros. Seis pessoas foram presas e quatro ainda são procuradas pela operação batizada de “Trilha Falsa”.

Foram fechadas duas ‘fábricas’ de cartões falsos e apreendidos mais de mil cartões de crédito e débito clonados. Nos dois escritórios do bando, um em São Paulo e outro em Porto Alegre, foram ainda encontradas centenas de cédulas de identidade em branco e preenchidas, 70 máquinas ‘POS’, que fazem leitura dos cartões, notebooks, CPUs, pendrives e telefones celulares e seis impressoras para confeccionar os cartões.

A operação Trilha Falsa se desenrolou por toda a quarta-feira, em três estados, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Dez mandados de busca e apreensão e seis de prisão foram cumpridos. Em São Paulo foram presos dois dos três mandantes da quadrilha, Moacir Hilmann, 42 anos, Lineu Carlos Gomes, 29 anos e mais um comparsa, Alexandre Alves Ferreira, 27 anos. Em Porto Alegre outro chefe do bando foi preso, o uruguaio Edys Camargo Abricó, 33 anos, sua namorada Michele Bueno, 28 anos, Anderson Bueno, 29 anos. Os foragidos são Arlindo Oliveira Néri, 43 anos, Adauto Jorge Dimbra, 46 anos, Velci Antonio Siebert, 50 anos e Elirde Maria dos Santos, 37 anos.

A quadrilha agia em várias frentes e cada integrante tinha uma função no processo. Anderson Bueno era funcionário de uma empresa terceirizada que fazia manutenção nas maquinas onde são passados os cartões. O bando abordava lojas e empresas que trabalham com sistema de cartão e se passando por uma equipe de manutenção. Os criminosos simulavam uma falha no equipamento e trocavam por outro munido do dispositivo chamado “chupa-cabra”, que armazena os dados da ‘trilha’ dos cartões.

Dias depois, a suposta equipe de manutenção retornava ao estabelecimento e trocava a maquina com as informações armazenadas pela autentica. Com este código contido no cartão todos os dados do portador poderiam ser identificados, possibilitando até mesmo a confecção de identidades falsas em nome do proprietário do cartão. A polícia acredita que este golpe vem sendo praticado desde novembro de 2007.

Segundo o delegado chefe do COPE, Miguel Stadler é difícil mensurar a quantidade de localidades que foram lesadas pelo golpe, “Nós temos denúncias deste golpe, feito por esta quadrilha, em São Paulo, Curitiba e região metropolitana, Florianópolis, Joinville e Porto Alegre, mas acreditamos que com a prisão da quadrilha, novas denúncias acontecerão, muito provavelmente em vários outros estados do país”.

A polícia ainda disse que esta quadrilha agia de forma profissional e especializada, pelo fato de que todo o material apreendido é próprio para a fabricação de cartões, “nós suspeitamos que alguns equipamentos em poder da quadrilha tenham vindo diretamente do interior de bancos”, disse o delegado Stadler. Além do uso para estelionato a quadrilha vendia as informações colhidas para outras ramificações criminosas de norte a sul do Brasil.

O delegado que comandou as operações, Renato Bastos Figueiroa, disse que as investigações vão continuar. “Muitas pessoas estão envolvidas e nós queremos chegar a estes nomes. A cabeça da quadrilha foi presa, eles tinham a tecnologia e a estrutura para clonar os cartões, mas dependendo do rumos das investigações, pessoas que utilizaram os cartões poderão ser responsabilizadas”, disse Figueiroa. O delegado ainda revelou que um advogado de Curitiba esta sendo investigado por possível participação nos golpes.

Os criminosos serão indiciados por formação de quadrilha, estelionato, falsificação ideológica e uso de documentos falsos. Eles têm a prisão preventiva decretada e ficarão sob custódia da polícia. A operação contou com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Grupo de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) em São Paulo. Em Porto Alegre os policias do Departamento de Investigações Criminais (Deic) participaram das investigações.


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