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15/10/2008 - Diário do Grande ABC Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe do cartão clonado complica a vida e o 'bolso' de correntistas

Por: Karla Machado


Na era informatizada, cada vez mais os criminosos recorrem a recursos tecnológicos para fraudar bancos e saquear quantias generosas dos correntistas. Apesar do intenso investimento em segurança e tecnologia — são aplicados anualmente US$ 1,5 bilhão nesta área, segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) — o número de vítimas da clonagem de cartão se prolifera.

Dados do Procon-SP apontam que as queixas referentes a lançamentos não reconhecidos na fatura, que englobam cartões de crédito e de loja, ocupam o segundo lugar no ranking de reclamações do setor financeiro. No período de janeiro a junho deste ano, foram registrados 245 casos deste tipo, ante os 159 do ano passado.

O corretor de seguros Victor Cândido Fillho, 31 anos, foi um dos que entraram para as estatísticas da clonagem de 'dinheiro de plástico'. Em duas ocasiões, ele foi surpreendido com débitos indevidos em poupanças distintas que mantém na CEF (Caixa Econômica Federal). A primeira 'surpresa' veio em julho, quando tirou um extrato da conta que reservava o dinheiro para pagar um apartamento comprado na planta. "Os bandidos fizeram várias compras e gastaram R$ 10,4 mil de nossa conta poupança", relata. "Para minha surpresa, o banco disse que não vai devolver o dinheiro sob a alegação de que não achou indícios de fraude", completa.

No início de outubro, ao tentar recarregar o celular em uma casa lotérica, Filho percebeu que havia caído no golpe mais uma vez. "Pedi para a atendente colocar R$ 20 de crédito no meu telefone, mas ela disse que meu saldo era insuficiente. Quando fui checar, notei que tinham feito um saque de R$ 840 da minha conta", relembra. Novamente, o banco negou o ressarcimento do valor. "Achei que fosse uma situação atípica, mas, quando aconteceu pela segunda vez, fiquei transtornado. Contratei um advogado para entrar com uma ação contra o banco."

Procurada pela reportagem, a Caixa informou que "a contestação apresentada pelo cliente está sob análise".

A diretora de escola Rosemeire Cátia Ceola, 44 anos, de São Bernardo, também foi vítima do golpe do cartão clonado, mas, ao contrário do corretor de seguros, conseguiu reaver os R$ 1 mil sacados de sua conta corrente. Ela conta que pelo menos outros seis colegas de trabalho já enfrentaram o mesmo problema. "Parece uma epidemia", desabafa.

Como proceder - Os consumidores que acreditam ter sido vítimas de falha bancária (saques não reconhecidos e passíveis de ressarcimento) devem informar a instituição bancária o quanto antes. É possível que, para a abertura de um processo, o banco exija o registro da ocorrência (B.O.) na delegacia.

Caso não consigam sanar o problema junto ao banco, o Procon alerta os consumidores a procurarem o órgão. "O Procon notifica a instituição financeira de uma forma administrativa", explica o técnico do Procon-SP Erwin Siperek.

Ainda que tenha seu direito assegurado, o consumidor deve tomar alguns cuidados no dia-a-dia para prevenir problemas como esses. Confira abaixo as dicas da Polícia Civil ao fazer uso dos cartões:

- Na hora de pagar a conta de um restaurante ou de outro estabelecimento, não perca de vista o cartão.

- Evite deixá-lo nas mãos de funcionários para que o processo seja feito à distância porque o cartão pode ser duplicado nesse intervalo. Hoje em dia, a maioria das casas leva a máquina à mesa para passar o cartão à vista do cliente, mas caso isso não seja possível, você deve acompanhar o funcionário até o caixa.

- Em caixas eletrônicos, não aceite orientação de pessoas estranhas. Somente funcionários do banco podem ajudá-lo. Fora das agências, solicite ajuda ao atendimento do banco pelo terminal telefônico da cabine ou pelo seu celular.

- Não faça ligações a partir de celulares de pessoas estranhas para a central de atendimento do banco. Seus dados ficam registrados em qualquer aparelho e podem ser usados facilmente. Além disso, um eventual golpista pode fornecer número falso de um comparsa e, durante o telefonema, a pessoa que está do outro lado tem apenas o objetivo de obter dados da sua conta bancária e senha.

- No caixa eletrônico, digite a senha da conta com a mão encoberta pelo corpo ou pela
outra mão. Quadrilhas costumam instalar câmeras no interior das cabines dos caixas. Por meio do movimento da mão do correntista, podem descobrir senhas.

- Evite comprar produtos por meio do sistema de televendas. Quadrilhas podem se passar por operadoras de comércio dessa modalidade e obter seus dados pessoais pelo telefone.

- Procure utilizar caixas eletrônicos cercados por seguranças, pois a presença deles pode inibir a ação de bandidos tanto na abordagem das vítimas quanto na instalação de equipamentos de clonagem nas cabines.

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