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14/10/2008 - Sol Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Processo contra burlão que vendia automóveis inexistentes através da Internet começou hoje


O Tribunal de Gondomar começou hoje a ouvir testemunhas no processo de um homem acusado de burla por, alegadamente, proceder à venda, através da Internet, de automóveis que não existiam, supostamente importados da Alemanha.

Alberto N., 31 anos, que se encontra desaparecido, está acusado de quatro crimes de burla simples, três de burla qualificada, cinco de falsificação de documentos e dois de ameaça.

Um dos burlados contou à Lusa que viu no site ‘standvirtual’ uma «anúncio de um Smart por 4.900 euros» e encontrou-se com o responsável pelo mesmo, Alberto N., que lhe terá dado «documentos e declarações que batiam certo» e pedido «um sinal para ir buscar o carro à Alemanha».

Depois de algum tempo, o arguido terá alegado vários problemas com o transporte do veículo para Portugal, para justificar o atraso na entrega, pedindo o montante em falta.

«Cheguei a dar a totalidade do valor», relatou o burlado, que nunca recebeu o veículo e foi ameaçado pelo arguido quando este soube que tinha sido alvo de queixa na PSP.

O Alberto «disse-me mesmo que ia comprar um fato, com o meu dinheiro, para ir a tribunal», contou o queixoso.

Carlos Bandeira, chefe da brigada do serviço de investigação do processo, contou em tribunal que a PSP «tinha conhecimento que um senhor, Alberto N., anunciava a venda de automóveis na Internet e convencia as pessoas a fazer um depósito para pagamento do veículo».

«Mais tarde alegava às pessoas que o camião que transportava os veículos avariava ou ficava preso na neve e pedia mais adiantamento», relatou o agente.

O arguido «também mostrava declaração de importação para credibilizar o processo», frisou o Carlos Bandeira explicando que «ele fazia crer nas pessoas que o negócio era credível».

Em causa estão cerca de sete burlas, realizadas entre final de 2006 e início de 2007, nas quais se contam, entre os ofendidos, comerciantes de automóveis.

Durante a investigação, a divisão de investigação criminal responsável descobriu que o arguido tinha um vício de jogo e deslocava-se com frequência ao casino da Póvoa de Varzim.

Duas das testemunhas hoje ouvidas em Gondomar, conhecidos do arguido, relataram que o transportavam «quase diariamente ao casino onde ele ia jogar».

Da busca realizada à sua habitação, em Fânzeres, Gondomar, foram apreendidas várias declarações de compra e venda de automóveis e cartas quer em alemão como em português.

O julgamento prossegue no próximo dia 16 de Outubro, pelas 09:00, no Tribunal de Gondomar.

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