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13/10/2008 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Crimes na web chegam a 231 casos no primeiro semestre no Estado

Por: Melina Mantovani


Os golpes na rede de computadores estão cada vez mais comuns no Espírito Santo. De acordo com o número de ocorrências registradas, de janeiro a julho deste ano, no Núcleo de Repressão Contra Crimes Eletrônicos (Nureccel), 87 foram de crimes contra a honra na internet, 64 de estelionato, 44 de furto qualificado, 33 de ameaças, sete de falsidade ideológica e três casos de pedofilia.

O delegado da Nureccel, Júlio César Moreira, afirma ainda que os números não correspondem à realidade. Segundo ele, muitos crimes cometidos por meio da internet não são registrados pelas pessoas nas delegacias, não entrando, portanto, na contagem oficial. Para cada registro de crimes eletrônicos, existem, pelo menos, dez casos que não chegam a conhecimento da polícia, segundo o delegado.

Os homens são os que mais cometem crimes na rede, segundo as ocorrências registradas no Núcleo. Mas as mulheres não ficam tão distantes: 38% dos crimes são cometidos por mulheres. em relação as vítimas há um eqyuilíbrio entre os dois sexos.

Principais crimes

Os sites de relacionamento são os meios preferidos para a prática de crimes contra a honra. O crime é facilitado pela vítima, muitas vezes, porque ela divulga imagens, comentários sobre familiares, o que faz com que a pessoa com má índole utilize essas informações para difamar os outros.

O barato que sai caro

Nos casos de crimes contra o patrimônio, há o estelionato e o furto. Confiar no anonimato, segundo o delegado, deixa o criminoso achando que está mais livre e com mais coragem para cometer esse tipo de crime.

Vender produtos que não correspondem àquilo que foi oferecido tanto pode ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor como no Código Penal na modalidade de estelionato. Vender uma 'casca' de um produto como um televisor que por dentro não tem nada é uma modalidade de estelionato, por exemplo. Há também as vendas que o produto não existe e o interesse do criminoso é só obter o dinheiro da vítima e não entregar produto algum.

O delegado Júlio César Moreira atribui esses crimes à falta de informação e à vontade de obter vantagem em cima do próximo que faz com que as pessoas, na ganância de obter lucro por um produto que é oferecido a um preço bem aquém da realidade, é que faz com que ele seja vítima.

"Na maioria dos registros que nós temos, as pessoas tentaram obter alguma vantagem, quer seja comprar um produto que no mercado todo está sendo vendido a um preço 'x', ele comprar aproveitando um momento de dificuldade do vendedor. Na maioria das vezes esse vendedor já sabe dessa intenção da população e aplica o golpe", explicou o delegado.

Um diagramador, que não quis se identificar, já caiu no golpe de vendas na internet. "Comprei uma camisa do time de futebol no tamanho G, no entanto, a camisa veio como tamanho M e não coube. O depósito foi feito antes e quando entrei em contato com o vendedor para reclamar, foi impossível estabelecer contato. Perdi R$ 80,00", contou.

O bancário, Joaquim Augusto Neto, de 41 anos, afirmou que já comprou vários produtos na internet e nunca teve problemas. ?Nunca tive problema nenhum com compras na internet. Geralmente, eu observo se o site tem o selo de segurança, um cadeado que fica geralmente na página, fico atento aos e-mails que recebo, não abro qualquer e-mail. Mas é claro que todo o site que pede os dados pessoais, é preciso ficar esperto, de olho aberto, porque na maioria das vezes tratam-se de golpes?.

Legislação

Não há legislação específica para trabalhar com os crimes da internet, quer seja competência, quer seja atribuições de investigação e definição ou qualificação de crimes quando cometidos por esse ambiente virtual. Enquanto isso, os casos serão tipificados de acordo com o Código Penal que dará o entendimento necessário para abertura de inquérito até que a legislação venha suprir essa lacuna.

As pessoas devem procurar a polícia e fazer o registro mesmo que não tenham sido vítimas de crimes na internet. Caso tenha conhecimento de algum crime que esteja sendo cometido, a pessoa pode mandar um e-mail para o Nurecel e o fato será investigado.

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