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13/10/2008 - Hoje Macau Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude na carne enlatada


Foi registado um caso de um produto alimentar com a etiqueta do prazo de validade alterado. O Conselho de Consumidores diz que há violação da lei.

Um residente comprou, na passada sexta-feira, carne salgada enlatada da marca Gold Chung, na zona central de Macau, com o prazo de validade expirado escondido sob um autocolante com uma data falsa. A notícia foi avançada na edição de ontem do jornal Ou Mun, que levanta questões sobre a segurança alimentar dos produtos vendidos no território.
De acordo com o matutino em língua chinesa, o consumidor estranhou o odor “anormal” do alimento e a textura demasiado dura quando abriu a lata. Ao retirar a carne do recipiente, o indivíduo reparou que o seu interior já estava corroído e que a ferrugem se tinha misturado com o produto alimentar.
A lata tinha uma etiqueta que indicava que o prazo de validade expirava a 18 de Junho de 2009. No entanto, o Ou Mun descobriu que a verdadeira data estava sob este autocolante e que dizia 19 de Fevereiro de 2006.
A carne salgada enlatada com prazo de validade fraudulento estava à venda na mercearia por 9,5 patacas por unidade. O proprietário do estabelecimento comercial afirmou ao diário em língua chinesa que os produtos vieram assim do fornecedor e que não tinha conhecimento da etiqueta falsa. Todos os produtos em stock foram retirados das prateleiras e o comerciante aceita fazer reembolsos aos clientes. O jornal não confirmou se outras mercearias têm este tipo de carne enlatada à venda.

Perigo de intoxicação

Uma fonte médica não identificada alertou que este tipo de casos, em particular quando se está a falar de comida enlatada, são propícios a intoxicações alimentares, causando um síndroma denominado Botulismo. Esta situação é causada por bactérias, podendo resultar em fraqueza muscular, paralisia corporal, dificuldades respiratórias e problemas intestinais, bem como na morte. Estas bactérias só podem morrer após 15 minutos a uma temperatura de 120 graus Celsius.
Um dos funcionários do supermercado avançou que os produtos made in China têm-se tornado cada vez menos populares e os consumidores estão mais cautelosos. A mesma fonte acrescentou que, este novo escândalo, poderá provocar mais pressão no sector das vendas.
Por outro lado, continuou, a maioria dos consumidores ganhou o hábito de escolher os produtos fabricados mais recentemente. Contudo, no caso específico dos enlatados, os recipientes podem ficar danificados devido ao transporte e às cargas e descargas nos armazéns. Deste modo, o funcionário deixou um conselho: evitar as latas que parecem raspadas, sujas ou danificadas.
O presidente do Conselho de Consumidores já prometeu investigar este caso e contactar a empresa fornecedora e o fabricante. Alexandre Ho acusou ambas as entidades de violarem a lei ao alterar a etiqueta do prazo de validade. Mais. Caso algum residente tenha problemas de saúde devido à ingestão destes produtos sujeitos a fraude, o crime praticado, tanto pelo fornecedor como pelo fabricante, é agravado.
O dirigente acrescentou ainda que mesmo que a empresa abastecedora se manifeste inocente, não se livra de responsabilidades, pois está a vender um produto proibido. Alexandre Ho espera que este incidente seja apenas pontual e alertou os consumidores para serem mais cautelosos.

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