Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

12/10/2008 - Jornal da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha aplicava de Uberaba golpes pela internet em todo país

Por: Hedi Lamar Marques


Uma quadrilha especializada em aplicar golpes pela internet em todo o Brasil tinha escritório em Uberaba. O grupo abria várias empresas (sites), com diferentes nomes, mas o mesmo objetivo: vender mercadorias que nunca são entregues. Eles migram de cidade em cidade, inclusive utilizando nomes falsos, o que dificulta o trabalho da polícia. A investigação realizada pela Polícia Civil aconteceu com a colaboração do Jornal da Manhã, que há alguns dias recebeu denúncia de uma vítima residente no Mato Grosso do Sul.

À medida que a reportagem realizava levantamentos, as informações eram repassadas ao delegado Luiz Antônio Blanco, de modo que o trabalho jornalístico fosse realizado sem atrapalhar o serviço da polícia, muito pelo contrário. Até agora três nomes foram identificados, Ipek, Evidence e Digiminas, sendo que esta última tinha como endereço escritório montado na avenida Doutor Fidélis Reis, 557, sala C 16.

Ao tomar conhecimento da denúncia, o delegado informou que a PC já tinha recebido alerta de um consumidor que desconfiou dos preços cobrados pelo site da Digiminas, porém até então não havia vítimas. Os estelionatários utilizam sites de buscas conhecidos, como Terra e UOL, colocando mercadorias abaixo dos preços de mercado (produtos de informática, celulares, máquinas fotográficas, entre outros). Exemplo é um notebook Sony Vaio, que custa cerca de R$ 6 mil, mas estava sendo oferecido a R$ 2.547.

Atraídas pelos preços, as vítimas consultavam informações sobre a empresa, e como não constava nada contra, acabavam comprando. Os pagamentos sempre eram realizados via boleto bancário, com um suposto prazo de até 15 dias para entregar a mercadoria por Sedex. Os prejuízos variam, com valores diversos.

Em Uberaba, o Procon não tem registro de reclamações, por enquanto. O pastor José Batista Neto, da cidade de Rio Verde de Mato Grosso (MS), foi o primeiro a entrar em contato com o JM por e-mail, denunciando o golpe. Em entrevista, ele contou que no dia 11 de setembro fez o pedido de um projetor Epson S5 2000 Lumens, no valor de R$ 1.298,49. O equipamento seria utilizado na igreja onde o pastor trabalha, em projeto desenvolvido com crianças. Ao cobrar a entrega por telefone, a vítima só ouviu promessas.

José Batista registrou boletim de ocorrência e tentou recuperar o valor no banco, onde descobriu que assim que entra na conta, o valor é sacado no mesmo dia, de modo bastante suspeito. Revoltado com a situação, ele decidiu procurar a imprensa.

Outra vítima, o empresário Carlos Soares Martins, mora em Santos (SP). Ele contou que antes de fechar a compra entrou em contato por um dos telefones que constavam no site (3321-9011/3314-8151/3316-1382) e conversou com duas pessoas: primeiro, uma que se identificou pelo nome de "Rodrigo", e depois outra, que seria "Diego". Como o empresário tinha pressa em receber uma máquina fotográfica, eles orientaram a vítima a depositar o valor (R$ 774,19) e depois enviasse um fax com a comprovação de pagamento.

Uma assessora do Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, também entrou em contato com Blanco, contando que no dia 8 de setembro comprou um Notebook, um carregador de bateria e uma câmera digital, por R$ 2,6 mil. Ela chegou a depositar R$ 1,5 mil e, ao perceber que não iriam entregar a mercadoria, conseguiu sustar o outro cheque.

Ontem, o comerciante Plínio Danyluk Furtado, residente em São Paulo, também entrou em contato com o JM por telefone. Ele contou que no dia 6 deste mês um primo e sócio comprou um aparelho de fax no site da Digiminas, no valor de R$ 317,95, mediante pagamento no banco Itaú, onde o dinheiro foi sacado em agência de Uberaba. No caso dele, um atendente se identificou pelo nome "Geovani". O comerciante descobriu também que a empresa tem contas no Santander, Bradesco e Banco do Brasil, onde certamente foram filmados pelo circuito de segurança.

Apenas no site http://inforum.insite.com.br/56159/ é possível identificar dezenas de reclamações. Entre os dias 11 de setembro e 11 de outubro, a reportagem conseguiu contar mais de 60 reclamações, referentes principalmente a Digiminas e Ipek. Algumas pessoas descobriram o golpe a tempo, através do fórum, e não chegaram a comprar.

Ontem, nenhum dos telefones disponibilizados no site era atendido.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 338 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal