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08/10/2008 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe do seqüestro quase mata idosa em Vitória


Uma senhora de 84 anos, moradora do bairro Jardim da Penha, em Vitória, viveu momentos de tensão e angústia nesta quarta-feira (8). Ao atender o telefone de casa, a aposentada foi surpreendida por um homem que dizia ter seqüestrado a filha dela, a professora universitária Ângela Morandi. Tudo, na verdade, não passou de um conhecido golpe: bandidos ligam para a casa de uma pessoa e relatam um falso seqüestro na tentativa de extorquir as vítimas.

De acordo com a economista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ângela Morandi, o bandido que informou a existência do seqüestro pediu a quantia de R$ 1,3 mil para não matá-la. Para tornar a situação mais real, o criminoso teria colocado uma mulher chorando na linha para se passar pela vítima e, assim, agilizar a transferência do dinheiro.

Durante o diálogo, a mãe de Ângela entrou em pânico. Mesmo muito abalada, no entanto, ela teria conseguido cerca de R$ 700,00, provenientes da própria aposentadoria. Posteriormente, chamou um táxi e saiu para depositar o valor na conta passada pelo falso seqüestrador.

A tentativa da mãe foi em vão, já que os bancos da capital estão fechados devido à greve dos bancários. Dando seqüência aos fatos, a aposentada, que tem problemas de pressão alta e toma remédios controlados, retornou para casa já sem muita esperança.

Mesmo passando mal, a idosa teve, enfim, a idéia de ligar para a filha, que estava dando aula na Ufes. Ao atender o telefone, veio o alívio: tudo não passava de um alarme falso. Após ouvir tudo o que tinha acontecido, Ângela retornou para casa e se deparou com a mãe passando mal.

Alguns vizinhos foram acionados para dar apoio à família e, nesse momento, o bandido voltou a ligar. Se identificando como Rodrigo, ele pedia para falar com a avó dela mas a filha de Ângela, revoltada, esclareceu que tudo já tinha sido descoberto.

O titular da Delegacia de Defraudações, (Defa), Lauro Coimbra, disse que casos como este da aposentada são cada vez mais comuns principalmente quando as festividades do fim do ano se aproximam.

Segundo Coimbra, a primeira atitude da pessoa diante dessa situação é desligar o telefone. "As pessoas devem ter em mente que essa situação é enganosa. Antes de fazer qualquer coisa, o ideal é entrar em contato com o familiar que supostamente está em cárcere. A pessoa tem que manter a calma. Isso não passa de um falso comunicado. A escolha desses bandidos é aleatória. Eles ligam e os próprios familiares acabam passando as informações. Diante dessa situação, a primeira coisa é desligar o telefone e não mais atendê-lo".

O delegado Lauro Coimbra ressaltou ainda, que os falsos comunicados de seqüestros geralmente são feitos por criminosos dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco. Em caso de prisão do envolvido no crime, este responderá processo por estelionato ou extorsão. A pena prevista varia de 2 a 12 anos de prisão.

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