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08/10/2008 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF desarticula quadrilha que praticava fraude contra o INSS

Por: Solange Spigliatti


SÃO PAULO - Cinco pessoas foram presas na manhã desta quarta, 8, pela Polícia Federal em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, durante a operação "24 de Janeiro", com o objetivo de desmontar um esquema de fraudes contra a Previdência Social que, segundo estimativa da PF, já causou um prejuízo de mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos. Entre os presos está um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Depois de seis meses de investigações, foi constatado que o esquema criminoso somente foi montado e prosperou por conta da participação efetiva de um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que já foi preso.

A Operação "24 de Janeiro" (Dia do Aposentado) conta com a participação de 30 policiais federais, em conjunto com o INSS, que cumprem cinco mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão. A PF ainda não divulgou o número de presos.

De acordo com as investigações da PF, a quadrilha se beneficiava de concessões de benefício do auxílio-doença a pessoas que não poderiam recebê-lo porque, tendo deixado de contribuir para a Previdência há muitos anos, perderam a qualidade de segurado.

As pessoas portadoras de enfermidades eram aliciadas pelos membros da quadrilha e orientadas a requererem o auxílio-doença. Realizada a perícia, o resultado era lançado no sistema do INSS, o qual indeferia automaticamente por falta de qualidade de segurado.

Através de recolhimentos posteriores realizados pela quadrilha era restabelecida a condição de segurado do requerente, após, o que, o servidor do INSS incluía no sistema a regularidade dos vínculos falsos e assim era concedido o benefício.

Com o recebimento das primeiras parcelas no valor do teto do INSS, a quadrilha já obtinha um ganho financeiro, mesmo que o benefício irregular fosse suspenso logo em seguida.

Para receber o dinheiro, os criminosos ou acompanhavam o beneficiário até o banco e recebiam parte do dinheiro ou somente o beneficiário recebia o benefício e depois repassava à quadrilha uma parte.

Em alguns casos, o cartão de pagamento do benefício do INSS ficava com os integrantes da quadrilha que recebia o benefício diretamente no banco, rateando-o entre os membros da quadrilha, cabendo ao servidor do INSS a maior parte.

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