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07/10/2008 - Vermelho / Observatório da Imprensa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Notícia falsa na CNN expõe fragilidade do jornalismo-cidadão

Por: Leticia Nunes e Larriza Thurler


O estímulo da rede americana CNN ao jornalismo-cidadão é louvável, mas dá abertura a erros jornalísticos graves. Na semana passada, a "notícia" de que Steve Jobs, dono da Apple, teria sofrido um ataque cardíaco levou as ações da companhia a cair 5,4% instantaneamente. A CNN logo desmentiu a informação e desativou a conta do usuário que a postou; a emissora afirmou ter tentado, sem sucesso, entrar em contato com ele.

O programa iReport, da CNN, permite que qualquer pessoa envie notícias ou imagens de eventos jornalisticamente relevantes para a rede. Estas contribuições são divulgadas na internet e podem chegar à TV. A CNN descreve o iReport como um lugar para "notícias sem edição, sem filtro" e alerta que "não garante [a legitimidade sobre] o conteúdo ou a cobertura". O sítio foi lançado em agosto de 2006 dentro do CNN.com e tornou-se uma página independente em fevereiro. Outras emissoras de notícias também lançaram sítios similares. A MSNBC tem o FirstPerson e a Fox News, o UReport.

Segundo William Grueskin, reitor de assuntos acadêmicos da escola de jornalismo de Colúmbia, o incidente com Steve Jobs ressalta a necessidade de verificação de conteúdo gerado por internautas antes que estas informações sejam publicadas. "[A participação do público no jornalismo] Pode ser uma influência muito poderosa se guiada da maneira correta, mas, às vezes, dá errado, e claramente foi isso que aconteceu neste caso", diz Grueskin.

Inquérito

A Securities and Exchange Commission, Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, investiga se a notícia falsa teve como objetivo direto provocar a queda das ações da Apple. Jennifer Martin, porta-voz da CNN, declarou que a companhia colabora com o inquérito – mas não especificou se a emissora forneceu o endereço de IP, que identificaria o computador do usuário, à Comissão.

Além de ter levado a distribuição de notícias a um novo patamar, a internet também deu início a uma força poderosa e danosa: a facilidade de publicação de informações imprecisas ou simplesmente falsas. Recentemente, por um engano do sistema agregador de notícias do Google, um artigo de seis anos atrás sobre o processo de falência da United Airlines acabou divulgado em uma newsletter. Em junho, as ações da Yahoo! caíram depois da afirmação de um blog de tecnologia de que as negociações de compra com a Microsoft haviam recomeçado.

Boatos

Na semana passada, a notícia sobre Jobs dava conta de que o dono da Apple, de 53 anos, havia sido hospitalizado. Henry Blodget, ex-analista de internet da Merrill Lynch e atualmente blogueiro, chamou a atenção para a história ao postá-la em seu Silicon Alley Insider. Depois de um porta-voz da Apple declarar que a informação não era verdadeira, as ações da empresa subiram um pouco.

Especulações sobre a saúde de Jobs têm prejudicado as ações da companhia este ano – desde dezembro de 2007, o declínio já chegou a 51%. Jobs foi operado, quatro anos atrás, por causa de um câncer no pâncreas. Em junho, ele apareceu mais magro em um evento da Apple, o que aumentou os boatos de que estaria novamente doente.

Segundo informações do New York Times, que citou pessoas próximas a Jobs, o presidente da Apple teria dito a membros do conselho que está livre do câncer e que estaria lidando com problemas nutricionais por conta da cirurgia, e por isso havia perdido peso. Em agosto, a Bloomberg News publicou, por engano, o obituário de Jobs. Informações de James Callan [Bloomberg, 4/10/08].

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