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07/10/2008 - Midiamax Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresa da Capital estaria aplicando golpes pela Web

Por: Osvaldo Júnior


O endereço ipek.com.br, de uma empresa de comércio eletrônico, pode ser um atalho para vários transtornos. Alvo de reclamações de consumidores, a empresa teria fechado as portas na sexta-feira (3) no lugar onde propaga estar estabelecida – região central de Campo Grande. De modo unânime, os clientes se queixam de pagarem pelos produtos e não recebê-los.

Numa visão de superfície, a empresa não demonstra irregularidade: a página na Internet traz informações necessárias para compra com êxito, divulga telefones e endereço físico e tem cadastro na Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul).

A empresa comercializa itens de informática, telefones celulares, câmaras digitais, aparelhos de fax e projetores. Na sua página, a Ipek disponibiliza fotos e preços dos produtos, formas de pagamento, garantias, relação com perguntas e respostas sobre eventuais dúvidas e meio de consultas individualizadas sobre o andamento de pedidos.

No site, também são informados a razão social (Wagner José Bertacini) e o número da CNPJ (09.385.131/0001-09). A empresa “Wagner José Bertacini” está cadastrada na Junta Comercial de Mato Grosso do Sul desde 13 de fevereiro de 2008.

A epiderme de seriedade se desmonta nas camadas mais profundas, onde residem as reclamações de clientes e situações estranhas, como suposta mudança de endereço (Rua Antônio Maria Coelho, 1152, sala 2) após menos de oito meses da abertura de cadastro na Jucems.

Reclamações

Entre os clientes reclamantes, está Ana Carolina Coutinho. Ela procurou o Midiamax para denunciar o não-recebimento de produto pelo qual já pagou. Interessada em comprar um notebook, Ana fez consulta pela Internet e chegou ao endereço da Ipek. “O preço era muito tentador. Eu pesquisei sobre a empresa e não encontrei reclamações, mas dois comentários elogiosos. Então, efetuei o pagamento com cartão de crédito no sábado, dia 20 de setembro”, conta.

Ela acompanhou durante uma semana o status de seu pedido, o qual constava como “pago”. “Eu liguei para saber a previsão do envio da mercadoria e a mulher, que atendeu, disse que demoraria de dez a 15 dias úteis”. Ela voltou a ligar e a empresa disse que a entrega estava agendada para 3 de outubro – mesmo dia que a Ipek deixou a sala onde estava instalada. Até então, a consumidora não recebeu o notebook – 17 dias após efetuar o pagamento. “Realizei uma nova busca e achei uma reclamação. Foi aí que tive a certeza de que fui vítima de uma empresa fantasma”, denuncia Ana Carolina.

Situação semelhante ocorreu com outros consumidores, que postaram reclamações no site reclameaqui.com.br. Entre as mensagens de possíveis vítimas, há a seguinte: “FURADA! Pôxa...tô passada! É a primeira vez que compro pela internet e deu errado! Comprei uma câmera digital e efetuei o pagamento dia 22/10...ainda não recebi nenhuma informação... Pelos depoimentos que li sei, agora, que entrei em uma furada...e agora?! alguém pode me ajudar o que se pode fazer? onde se pode reclamar? posso acionar o PROCON?” (sic).

Outro consumidor reclama que comprou um pen-drive e não o recebeu. Acrescenta que não consegue mais contato com a empresa. “Tudo indica que fui roubado”, diz.

Nem mesmo a cautela afugentou a compra indesejada. Uma consumidora, que se identifica como Regina, conta que comprou um Playstation 3 em 18 de setembro. Regina fez pesquisas pela Internet e não encontrou reclamações contra a empresa. Também notou que a Ipek possuía CNPJ. Acreditando estar segura, resolveu fazer a compra. “O cartão foi debitado duas vezes. Então, solicitei estorno e a atendente informou que estaria efetuando junto à administradora do cartão. Passados alguns dias, não recebi o comunicado de cancelamento”, conta.

Num novo contato, duas atendentes disseram à consumidora que o produto seria entregue no sábado (4). “Como não recebi, tentei contato via fone por diversas vezes e o mesmo só chama. Tentei fax e e-mail e não obtive sucesso”, reclama. “Acredito que eu tenha sido vitima de fraude, já que pesquisei na Internet hoje e descobri situações idênticas a que estou expondo aqui”, conclui.

Portas fechadas

A reportagem do Midiamax tentou, por diversas vezes contato pelos três números de telefone disponíveis no site (3382-0046; 3382-0047; e 3321-9960), mas não obteve êxito. Nos três números, o telefone chama até cair a ligação.

A reportagem também foi ao endereço, que seria a sede da empresa. Trata-se de uma galeria simples, na rua Antônio Maria Coelho, com segmentos diversos de comércio e serviço. A sala 2 foi encontrada com as portas fechadas. Uma pessoa, que trabalha na sala vizinha, informou que a mudança ocorreu, repentinamente, na sexta-feira (3). “Eles se mudaram de repente. Eu não sei para onde eles foram”, disse.

Na sala ainda há alguns móveis. Quanto aos produtos, eles não eram dispostos no local. “As mercadorias deles não ficavam aí. É que as pessoas compravam por telefone. Parece que eles têm sede em outra cidade”.

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