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07/10/2008 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Delegado: falta cultura de investigação de crime na web

Por: Fabiana Leal


O coordenador do Serviço de Interceptação de Sinais da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, delegado Emerson Wendt, afirmou que ainda existe uma falta de cultura de investigação de crimes cometidos pela Internet. Segundo ele, há problemas no fluxo dos procedimentos básicos a ser seguidos - como na geração de provas e em como fazer a interpelação judicial.

"Existe uma falta de cultura de investigação propriamente dita, dos procedimentos básicos. O que tem de fazer quando recebe uma denúncia, quais são os primeiros passos, como se forma prova nos crimes praticados pela Internet, como se faz uma representação judicial, o que precisa conter essa representação judicial, como é que se faz o contato com os provedores, como se faz o espelhamento de um e-mail mediante ordem judicial", afirmou.

Para preparar melhor agentes e delegados e inseri-los em uma cultura de investigação de crimes praticados pela web, a Academia de Polícia Civil (Acadepol) do Rio Grande do Sul promove, de hoje até quinta-feira, a quarta edição do Curso Sobre Crimes Praticados na Internet. Ao contrário das outras edições, o curso não tem apenas alunos do Estado, mas também de Curitiba (PR), Cuiabá (MT), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Brasília (DF). Eles foram selecionados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), juntamente com representantes do Rio Grande do Sul. Até o final de 2009, devem ser totalizadas 19 edições do curso.

O agente da Polícia Federal do Rio Grande do Sul Rogério Meirelles, primeiro palestrante do curso, afirmou que o crime cibernético movimenta o tráfico, o terrorismo e a lavagem de dinheiro, além de crimes de pedofilia, fraudes bancárias e contra a honra.

Wendt disse que cada Estado tem crimes cibernéticos peculiares. "Mato Grosso tem a questão do tráfico de entorpecentes, devido à proximidade com o Paraguai, o Distrito Federal tem a questão do crime organizado e também da lavagem de dinheiro, e o Rio de Janeiro tem a peculiaridade do tráfico nos morros. No Rio Grande do Sul, tivemos casos de incitação ao crime pela Internet e tráfico de entorpecentes pelo Orkut."

As investigações de crimes cibernéticos começaram no Estado em 2006, quando começaram a ter casos mais específicos, segundo Wendt. "Tudo o que acontece na Internet, de uma certa forma, há condições para descobrir quem fez". De acordo com o delegado, ainda existe uma desorganização, pois há alguns servidores pelo mundo que ainda são suscetíveis de invasão sem algum registro, mas a Internet não é mais considerada uma terra de ninguém.

Computadores zumbis

Tanto Wendt quanto Meirelles são unânimes em alertar para a questão dos bots, softwares maliciosos que formam redes de máquinas comandadas remotamente por alguém mal-intencionado.

"Os computadores zumbis, que antes eram uma exclusividade de fora do País, agora têm de ser combatidos. Já existe uma interação maior dos hackers no Brasil", afirmou Wendt.

A palavra bot provém de robot(robô) e se refere ao fato de que uma máquina comprometida por um desses programas pode ser controlada a distância e receber comandos de terceiros. Os computadores infectados por bots são chamados de zumbis, e as redes formadas por vários zumbis coordenados são chamadas de botnets (redes de robôs).

Segundo Meirelles, "a Internet se transformou em um catalisador para que o criminosos pudessem executar os crimes com maior facilidade".

"Hoje, temos casos de brasileiros que foram detidos fora do País tentando vender redes de computadores zumbis. Pegamos na Holanda, junto com o FBI, e a polícia Holandesa, um brasileiro tentando vender uma rede de 100 mil computadores que ele dominava para fazer ataques, extorsão na rede e distribuição de spans. Ele criou esses computadores como se fossem escravos dele. Esses computadores podem ser os que estão na casa de qualquer um de nós, porque a pessoa entra na Internet, e a máquina, que ela pensa que domina, está sendo dominada por um controlador", afirmou o agente da PF.

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