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03/10/2008 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Tentúgal quer livrar pastel da fraude

Por: Carina Fonseca


A certificação do pastel de Tentúgal está mais perto. A Associação dos Pasteleiros local já fez chegar ao Ministério da Agricultura um caderno de especificações que dita regras na confecção do doce. O objectivo é travar a fraude.

"Queremos proteger e dignificar este doce, que tem 400 anos de História e não pode ficar sujeito a imitações, a fraudes", explica Olga Cavaleiro, presidente da associação. Garante que, em todo o país, "muita gente usa o nome de Tentúgal para vender". Isso coloca um problema: "Quem não conhece o pastel de Tentúgal e come um que não é feito segundo as regras, se calhar não quer comer outro".

Daí a urgência em "proteger" o célebre doce conventual da vila de Montemor-o-Velho, mediante o reconhecimento oficial. "A partir desse momento, poderemos garantir às pessoas que estão a consumir um doce genuíno", diz a pasteleira.

Entre os procedimentos tradicionais está o recurso à pena de galinha para barrar o pastel com manteiga. A explicação reside no facto de a pena deixar menos gordura, mas não só: a associação não estava disposta a abdicar da Cultura e da História inerentes ao pastel. Por isso, contactou a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). "Antecipámos os problemas. A pena de galinha podia levantar questões em termos de higiene e segurança alimentar. A ASAE deu-nos um parecer positivo, desde que asseguradas as condições de higiene", conta Olga Cavaleiro.

"Não podemos apagar as especificidades históricas e culturais para substituir a pena pelo pincel. Queremos manter esta tradição, fazer a ligação com o passado", defende, ainda, a pasteleira, lembrando que a origem do doce se prende com as freiras carmelitas ali instaladas a partir do século XVI.

Olga Cavaleiro mostra-se satisfeita com o "casamento" entre História, Cultura e Ciência patente no caderno de especificações, feito a pensar na candidatura do pastel a Indicação Geográfica Protegida. Na sua preparação estiveram envolvidos, além da Associação dos Pasteleiros de Tentúgal - que une sete profissionais, cinco deles no activo -, o Arquivo da Universidade de Coimbra, a Escola Superior Agrária e a autarquia de Montemor-o-Velho.

Sobre os prazos para a conclusão do processo, Olga Cavaleiro diz apenas esperar que o processo de certificação não demore mais de ano e meio.

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