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01/10/2008 - Campo Grande News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Famasul denuncia “donos” de frigorífico que deu calote

Por: Aline dos Santos


A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) denunciou hoje à Polícia Civil os envolvidos no calote de R$ 12 milhões com o fechamento do frigorífico Campo Oeste, localizado em Campo Grande. Há indícios que a empresa atuava por meio de laranjas. O último golpe envolvendo frigoríficos foi registrado em 2000.

Conforme o assessor jurídico da federação, Gervásio de Oliveira Júnior, a representação criminal abrange três crimes: estelionato, crime contra a paz pública (formação de quadrilha ou bando) e falsidade ideológica.

Após reunião com os produtores e apuração na Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul), a Famasul chegou aos nomes de Sebastião Silva dos Santos, Mário Antônio Guizlini, Anastácio Candia Filho, José Luiz da Rocha, Alberto Pedro da Silva e Alberto Pedro da Silva Filho.

Segundo o advogado, Mário e Anastácio são os sócios mais recentes (tanto que Anastácio entrou para a sociedade em 1º de setembro). “Há uma série de atos que os interligam”, aponta Gervásio Júnior. Segundo ele, a investigação nos documentos deve trazer à tona o nome do verdadeiro dono. “Nesta situação, a chance do produtor [receber] é zero”, afirmou durante entrevista coletiva.

O capital social do Campo Oeste é de apenas R$ 150 mil (por mês, um frigorífico médio movimenta de R$ 30 a 40 milhões) e as pessoas citadas não têm bens para serem arrestados. Contudo, de acordo com o advogado, se for provado o envolvimento de mais pessoas, elas também poderão ser responsáveis pelo pagamento de indenização.

A Famasul também cogita pedir indenização aos bancos Bradesco e Rural. Segundo Gervásio Júnior, quando os cheques entregues aos produtores começaram a voltar por falta de fundos, os bancos informavam que o pagamento não foi efetuado por sustação. O frigorífico alegava desacordo comercial, desta forma, o nome da empresa não era repassado aos serviços de proteção ao crédito.

“Isso tornaria público que o cara estava "mal das pernas”, exemplifica. A denúncia foi entregue à DGPC (Diretoria Geral da Polícia Civil), que ainda vai designar qual delegado será responsável pelo caso.

Atravessador - A federação pretende ampliar a punição também aos atravessadores, as pessoas que intermediaram a venda dos bois para o frigorífico. “Precisamos moralizar este aspecto”, assinala o advogado. Os produtores também vão pedir ao governo do Estado que aumente as exigências para os pequenos e médios frigoríficos em relação aos incentivos fiscais.

No último dia 4 de setembro, o Campo Oeste deu férias coletivas aos seus 410 funcionários e suspendeu os abates. O frigorífico funcionava há noves anos. Conforme Dácio Queiroz, da direção da Famasul, o local era alugado, portanto poderá ser reaberto por outra empresa.

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