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26/09/2008 - O Diario do Norte do Paraná Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas faturam vinte mil reais, por dia, em Maringá

Por: Roberto Silva


Uma estimativa das autoridades mostra que entre janeiro e agosto deste ano estelionatários especializados nos mais variados tipos de golpes faturaram cerca de R$ 5 milhões em Maringá. A média é de R$ 625 mil ao mês, ou pouco mais de vinte mil reais, ao dia.

A freqüência e as modalidades diferenciadas de golpes podem ser comprovadas por meio dos mais de mil inquéritos que tramitam pela Delegacia de Estelionato e Acidentes de Trânsito (Deat), localizada na Avenida Paraná, Zona 2.

Relatos constados nos documentos revelam que a maioria dos golpes poderia ser evitada caso as vítimas não fossem tão desatentas e gananciosas. Em uma situação, ocorrida em 2005, a vítima explicou os motivos que a levaram a cair duas vezes no conto do bilhete premiado.

“Pensei que desta vez fosse mesmo ganhar”, disse ela, inocentemente, à Polícia.

O delegado titular da Deat, Paulo Cézar da Silva, admite que nem sempre a Polícia consegue chegar aos estelionatários. Segundo ele, em muitos casos os golpistas usam “laranjas” para arrecadar o dinheiro sujo e desaparecem como em um passe de mágica.

“Quando chegamos a um endereço, descobrimos que todas as informações eram falsas”, conta o delegado.

E mesmo nas vezes em que é preso em flagrante, o estelionatário não se abala. Paulo Cézar lembra de uma situação envolvendo um golpista que, ao perceber que estava sendo seguido por um policial, jogou uma folha de cheque furtada na rua.

Na Delegacia, ao ser colocado diante do cheque, ele afirmou que o havia recebido como pagamento por serviço prestado e chegou a agradecer ao policial por ter “encontrado” a folha.

O maior e mais recente golpe aplicado em Maringá ocorreu no fim da semana passada. Após vender 1,5 mil ingressos para um show sertanejo, um acadêmico de Agronomia abandonou os estudos e desapareceu da cidade.

Mas entre todos os tipos de golpes, a adulteração e clonagem de cheques são, talvez, os que mais causam prejuízo ao comércio. Todos os dias, dezenas de cheques adulterados e falsificados são passados na cidade.

Nesses casos, o golpista conta com a ajuda das vítimas, que preferem absorver o prejuízo a se deslocar à Delegacia para registrar queixa.

Modalidade de crime que tem ganhado corpo na cidade, o golpe do falso seqüestro já levou muitas famílias a entregar dinheiro movidas pelo desespero.

“Para quem não conhece a trama, o golpe realmente assusta”, diz o chefe da Deat.

Mas há também modalidades de estelionato que sequer chegam ao conhecimento da Polícia, entre eles, o chamado “golpe do chute”.

Em geral, envolve empresários que não medem conseqüências para ludibriar o fisco, seja adquirindo supostas mercadorias apreendidas ou dólares inexistentes.

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