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26/09/2006 - Financial Times / Portal UOL Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Corrupção ainda retarda os mercados emergentes


O desenvolvimento das economias de mercado emergentes continua sendo retardado pela corrupção e pela má governança, apesar de sua crescente influência no atual panorama global e do crescimento do investimento direto estrangeiro (IDE) em outros países.

Essa foi a mensagem mais marcante em uma reunião de dois dias entre atuais e ex-banqueiros centrais, especialistas em desenvolvimento, ministros das Finanças, investidores e presidentes de países como Brasil, Índia e Tanzânia.

Presidido por Michel Camdessus, ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, e Fidel Ramos, ex-presidente das Filipinas, o itinerante Fórum de Mercados Emergentes tenta se posicionar como um Davos dos mercados emergentes.

O fórum - realizado depois das reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial em Cingapura - tentou comemorar tendências como o investimento direto estrangeiro "sul-sul", entre países em desenvolvimento, que hoje representam bem mais de um terço dos fluxos globais de IDE.

Também considerou o provável impacto de um "pouso acidentado" dos desequilíbrios globais e da estagnação da rodada comercial de Doha.
A questão da governança não estava formalmente na agenda, e portanto só recebeu uma menção na declaração de encerramento, que registrou a "necessidade de construir instituições para enfrentar o desafio das reformas". Mas dominou as discussões a portas fechadas, assistidas pelo "Financial Times" sob a condição de que os comentários não fossem atribuídos a indivíduos.

Em um trabalho apresentado na sexta-feira por Haruhiko Kuroda, presidente do Banco de Desenvolvimento Asiático, especialistas advertiram que anualmente cerca de US$ 300 bilhões em investimentos muito necessários em infra-estrutura na Ásia estão sendo retidos pela incapacidade dos governos de produzir "projetos bancáveis" para os investidores.

Um alto executivo de uma importante companhia multinacional queixou-se do que é "claramente uma incompatibilidade entre governança corporativa e governança do governo" nas economias emergentes.

Pior, isso estaria prejudicando os planos de sua empresa de investir agressivamente em mercados emergentes para atingir uma meta interna de aumentar as vendas em US$ 2 bilhões por ano.

Aparecendo para uma breve visita no final da semana passada, o ex-presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA) Paul Volcker tentou responder à pergunta de como o Banco Mundial de Paul Wolfowitz poderá combater a corrupção sem prejudicar sua agenda de desenvolvimento.

As respostas que se seguiram foram com freqüência defensivas. "Para cada funcionário público corrupto existe um executivo de empresa [multinacional] corrupto em algum lugar disposto a pagar propina", respondeu um participante.

Quando um ex-presidente de banco central de uma grande economia emergente asiática insistiu que o Banco Mundial não deveria tratar da questão da corrupção, Volcker, que relatou uma corrupção generalizada em sua investigação do programa Petróleo por Alimentos da ONU, indicou seus problemas de audição. "Tudo o que escutei foi o início, quando o senhor disse 'Concordo com o senhor...'", ele disse.

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