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23/09/2008 - G1 / EFE Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Índice da Transparência Internacional aponta Brasil como 80º menos corrupto


Berlim, 23 set (EFE).- O Brasil aparece como o 80º país menos corrupto no índice que mostra a percepção de corrupção no setor público (IPC) em 180 países apresentado hoje pela Transparência Internacional (TI), em Berlim.

A percepção de corrupção aumentou em alguns países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) como França, Noruega e Reino Unido, enquanto em outras nações da América Latina houve uma estagnação, apesar dos esforços como o do Chile.

O índice mostra que Dinamarca, Nova Zelândia e Suécia são os três países menos corruptos.

Por outro lado, Haiti, Iraque, Mianmar (antiga Birmânia) e Somália aparecem como os quatro últimos da lista e são os lugares "onde mais pessoas são vítimas da corrupção", destacou a presidente da TI, Huguette Labelle, na apresentação do relatório à imprensa.

Labelle ressaltou também um retrocesso significativo na Noruega e no Reino Unido, mas França, Finlândia, Itália e Portugal também apresentaram índice inferior em 2008, enquanto Espanha e Alemanha melhoraram ligeiramente, o que, segundo Labelle, "se deve, sobretudo, ao fato de os países vizinhos fazerem pior os seus deveres".

"Nos países mais pobres do mundo, a corrupção pode determinar a diferença entre a vida e a morte", explicou a presidente da TI, já que "o dinheiro sai do sistema em vez de ser investido em hospitais ou em água potável".

Ela destacou os dados da União Africana, que apontam que a corrupção custa ao continente um valor semelhante ao Produto Interno Bruto (PIB) de Quênia, Tanzânia e Camarões.

Nos países mais pobres, a corrupção desenfreada põe em risco a luta mundial contra a pobreza, e "ameaça frustrar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM)", com custos de mais de 35 bilhões de euros, disse Labelle

Já nos países mais privilegiados, se reflete em "práticas mercenárias do setor privado e falta de confiança nos Governos e na economia", argumentou.

No que diz respeito à América Latina, ela destacou os esforços feitos pelo Chile, nação menos corrupta do continente junto com o Uruguai, atrás apenas de Canadá e Estados Unidos.

Juanita Riaño, responsável pela pesquisa da TI, destacou uma "estagnação" na batalha contra a corrupção na América, pois "dos 32 países onde o índice é recolhido, 22 estavam abaixo de cinco pontos" em uma escala que vai até dez.

Riaño disse que os problemas estão "no sistema judiciário, nos serviços públicos e na captura do estado por parte do setor privado".

Já Labelle considera que em países com uma riqueza de matérias-primas como o Chile, a população demora a perceber "se um Governo empreende medidas sérias contra a corrupção ou não", já que espera para ver se os recursos enriquecem ou não os habitantes.

Riaño ressaltou que o relatório funciona como um sinal, mas não identifica as corporações corruptas, para a qual a instituição utiliza outros parâmetros, como o Índice de Fontes de Suborno (IFS).

Segundo Labelle, o IPC deste ano reflete a necessidade de "instituições sólidas de controle e meios de comunicação independentes".

Para ela, no caso dos países ricos, é necessária uma melhor "implementação" dos mecanismos de controle.

Sylvia Schenk, responsável pela TI alemã, pediu mais um ano ao Governo para que seja ratificada a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, ainda não assinada por Itália e Alemanha.

Schenk destacou a "responsabilidade da Alemanha como exportadora", que em muitos casos "consolida a corrupção nos países pobres", e lembrou que não se pode argumentar que em alguns lugares os negócios não funcionam sem subornos, pois "está provado que é possível até nas nações mais complicadas".

Neste sentido, Schenk disse que os deveres estão sendo feitos, mas "a conscientização não chegou às pequenas e médias empresas, que ainda não se sentem aludidas" e continuam recorrendo a subornos.

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