Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

22/09/2008 - Repórter Diário Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha promovia 'excursões' para quem quisesse comprar CNH


A máfia da CNH promovia excursões de candidatos a motorista de cidades do interior de São Paulo que queriam comprar suas carteiras nas Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) de Jandira e Itapevi, na Grande São Paulo. Era o chamado "bonde da fraude". Os criminosos colocavam os candidatos dentro de um ônibus que partia nas manhãs de sábado da cidade de Leme. Quando chegavam a Jandira e a Itapevi, os candidatos a motorista tinham apenas o trabalho de assinar os prontuários e as provas que eram deixadas em branco. Eles seguiam a orientação de funcionários das Ciretrans, que depois se encarregavam de responder às questões.

A investigação da Corregedoria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) mostra que os candidatos pagavam até R$ 1,5 mil para comprar suas carteiras. No mesmo dia, o "bonde da fraude" retornava para o interior. O documento era enviado para o candidato, que o recebia em sua própria casa.

O esquema funcionou entre 2007 e o início deste ano. Além do ônibus alugado pela máfia, os candidatos também saíam em comboio para cidades cujas Ciretrans faziam parte do esquema. "Nós identificamos na investigação fraudes não só em Jandira e em Itapevi, mas também nas Ciretrans de Barueri, Carapicuíba e Cotia", disse o delegado assistente da diretoria do Detran, Gilson Cezar Silveira.

DELIVERY - O relatório da Corregedoria mostra que a Ciretran de Itapevi, por exemplo, expedia cerca de 850 cartas por mês em uma cidade com 190 mil habitantes. A quantidade levantou a suspeita. Durante as investigações, os corregedores verificaram que muitas dessas cartas eram de pessoas residentes em Leme, Bebedouro e em duas outras cidades daquela região do Estado de São Paulo, em um esquema que ficou conhecido como "carta delivery".

Segundo o delegado, todos os motoristas que pagaram por seus documentos responderão a processos criminal e administrativo. Eles podem ser condenados por falsificação de documento público e falsidade ideológica. Suas cartas serão canceladas. As auto-escolas, seus diretores e instrutores serão descredenciados, só podendo voltar à atividade após dois anos de suspensão. Para Silveira, as investigações da Corregedoria do Detran já levaram ao bloqueio de mais de 30 mil cartas em todo o Estado. Existem 98 processos administrativos e 19 inquéritos no Detran apurando as fraudes. (AE)

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 271 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal